Memórias de Luta e a Saga do SINDIBRAS.
Por Carlos Alberto dos Santos Dutra.
As sementes do Sindicato dos Servidores
Públicos Municipais de Brasilândia — o SINDIBRAS — foram plantadas em solo
fértil de esperança no dia 4 de maio de 2002. Contudo, a jornada para
transformar o sonho em direito gravado no papel foi longa. O primeiro marco
oficial viria apenas em 26 de março de 2007, quando a entidade registrou sua
existência sob o número 079 do Livro 2-1, Folhas 147 vº, no Cartório de
Brasilândia.
Por uma década inteira, os dirigentes do sindicato travaram uma batalha silenciosa e persistente. Faltava-lhes a tão almejada Carta Sindical — o documento que não apenas legitimava a força da categoria, mas que também serviria de escudo e espada nas negociações junto ao poder público. Até então, a prefeitura local ignorava a voz da entidade. Somente dez anos após a sua fundação é que o sindicato finalmente pôde erguer o documento que oficializava sua força reivindicatória.
A verdadeira gênese dessa história remonta a tempos ainda mais distantes. O servidor público Marcos Eduardo Costa Brasil, fundador e primeiro presidente, já buscava desde 21 de setembro de 1993 — sem sucesso — a inscrição da entidade no burocrático labirinto do Cadastro Nacional de Entidades Sindicais do Ministério do Trabalho e Emprego. Era um esforço solitário que antecipava as lutas que estavam por vir.
O destino do SINDIBRAS começou a mudar de rumo em 2005. O sopro de renovação veio em 2 de setembro daquele ano, quando uma assembleia geral elegeu a primeira Comissão Eleitoral. Semanas depois, no domingo de 16 de outubro de 2005, a categoria se reuniu em uma modesta casa na Rua dos Associados, nº 905, no coração da cidade, para escolher sua primeira diretoria oficial.
Sob o olhar atento de Cleiton de Oliveira Caitano (presidente da mesa), Nilson de Oliveira (secretário) e Clemente Cardoso Farias (escrutinador) — todos servidores e homens de fibra —, os votos foram contados. Todo o rito cumpria rigorosamente o edital publicado em setembro nos murais da Comarca, no Paço Municipal e na Câmara. Para garantir a lisura e a proteção jurídica daquele momento histórico, os trabalhos foram assessorados pelo advogado Carlos Alberto dos Santos Dutra (OAB/MS nº 10.179).
Ali, naquele domingo de sol em Brasilândia, a categoria não apenas elegia seus representantes: ela começava a escrever, em definitivo, a sua própria história de liberdade e direitos.
Brasilândia/MS, 4 de maio de
2026.
Fonte: A história completa do
SINDIBRAS o leitor encontra no Volume 2-Patrimônio, da coleção História e
Memória de Brasilândia/MS, páginas 426 a 430.

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