quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Memórias sob a Chuva: a AMDE no Distrito Debrasa. Homenagem a Neusivan Fonseca do Nascimento.

Por Carlos Alberto dos Santos Dutra



Há histórias que o tempo teima em apagar, mas que a força da memória insiste em trazer de volta. Longe dos grandes centros urbanos, a 55 quilômetros da sede do município de Brasilândia, o distrito de Debrasa guarda os vestígios de uma época em que o associativismo e a cidadania pulsavam intensamente. Ali, no dia 28 de agosto de 1997, nascia a Associação de Moradores do Distrito Debrasa (AMDE), uma entidade modesta em recursos, mas gigante em propósitos.

Naquela época, a economia regional vivia o auge do ciclo da cana-de-açúcar. Sob o lema inspirador “Quem não segue o rumo, não chega ao seu destino”, a AMDE marcou época. Seu primeiro presidente, o Sr. Neusivan Fonseca do Nascimento — policial militar e atuante membro da Pastoral da Criança —, liderou um processo democrático exemplar. As eleições da entidade, como a concorrida disputa de 2001, mobilizavam a comunidade de casa em casa, com distribuição de santinhos e debates francos sobre o futuro local. Era o exercício mais puro da cidadania como motor de desenvolvimento.

Contudo, a trajetória das organizações comunitárias raramente segue uma linha reta. Elas são construídas aos pedaços, tijolo por tijolo. E lidar com tijolos deixa marcas profundas, do alicerce ao topo das paredes. Muitas vezes, quando o prédio parece finalmente consolidado, tempestades políticas ou administrativas põem tudo abaixo, deixando um rastro de frustração e abandono.

Com a AMDE não foi diferente. Dez ano após a sua fundação, ao visitar sua antiga sede na Rua Jaime Pastick, nº 3, deparei-me com um cenário que aperta o peito. O prédio outrora vibrante repousava em ruínas, sitiado pelo capim, muros caídos e árvores tombadas. Folhas soltas de documentos bailavam ao vento pelo chão batido.

A chuva fina que penetrava o telhado danificado ia, aos poucos, destruindo armários e caixas repletas de papéis empoeirados. São ofícios expedidos e recebidos, redigidos por mãos zelosas de homens e mulheres voluntários, sonhadores e, talvez, utópicos, que doaram suas vidas pela coletividade e acabaram esquecidos pelo poder público.

Como historiador, assumi naquele momento a missão de resgatar alguns desses escritos antes que a umidade e o tempo os consumissem por completo. Dizia para mim mesmo: --faço isso para fazer justiça, ainda que tardia, ao legado de Neusivan Fonseca do Nascimento. Pelos documentos e pela produção intelectual que ele deixou, confirma-se o perfil de um jovem líder que, se tivesse permanecido na região, hoje seria um forte quadro na política institucional de Brasilândia.

Divulgar essas memórias, em livros e também pelas redes sociais, é provar que existiram pessoas dedicadas a causas coletivas em tempos onde a voz do "ter" frequentemente abafa a importância do "ser".

Mesmo que o lixo e o esquecimento tentem consumir essas cartas, as sementes da solidariedade e da irmandade foram plantadas. Ao homenagear a saudosa AMDE neste Dia Nacional do Voluntariado, estendo o reconhecimento a tantas outras associações comunitárias que nascem e morrem no anonimato, mas que transformaram para melhor a realidade dos mais simples. Os nomes podem ser esquecidos, mas alguém, no futuro, sempre voltará a empunhar essas mesmas bandeiras.

 

Brasilândia/MS, 28 de agosto de 2026.

Dia Nacional do Voluntariado.
Foto da capa: Jornal da Cidade, 2005 (Restaurada por IA) 
A crônica detalhada e a trajetória documental da AMDE podem ser consultadas na obra História e Memória de Brasilândia/MS, Vol. II - Patrimônio (Páginas 379-382), de autoria de Carlos Alberto dos Santos Dutra. O livro está disponível para consulta na Biblioteca Municipal Professora Abadia dos Santos, em Brasilândia (MS), ou para aquisição na plataforma Clube de Autores



Fotos: Carlito Dutra, 2012.





segunda-feira, 24 de agosto de 2026

 

O Renascer do Saber: A Importância da Reabertura da Biblioteca Municipal Profª Abadia dos Santos em Brasilândia/MS

Carlos Alberto dos Santos Dutra


 





É com grande entusiasmo e alegria que este escrevinhador e a comunidade de Brasilândia celebra a regulamentação e a reabertura da Biblioteca Pública Municipal Professora Abadia dos Santos.

Mais do que um simples depósito de livros, a biblioteca se reafirma como um pilar essencial para a democratização do conhecimento, o incentivo à pesquisa e o fortalecimento educacional de nossa população.

Parabenizamos calorosamente a Secretaria Municipal de Educação e Cultura e sua Coordenadoria de Cultura pela dedicação na coordenação administrativa e operacional deste equipamento público.

Graças a esse empenho institucional, o município volta a ganhar um ambiente, em que pese, temporário, totalmente renovado e estruturado para acolher estudantes, pesquisadores e todos os apaixonados pela leitura.

Para a alegria dos amantes do saber, a biblioteca estará atendendo em um novo endereço: na Rua Deocleciano da Fonseca, nº 1270, Bairro Jardim Mão Amiga. O espaço irá funcionar das 07h00 às 11h00, consolidando-se como o cenário perfeito para quem busca mergulhar na literatura infantil, juvenil, adulta e indigenista, além de obras de autores locais e regionais.

Um dos grandes diferenciais dessa nova fase é a sensibilidade da Administração Municipal em valorizar a nossa identidade. Tudo indica que a SEMEC reservou um espaço especial nas dependências da biblioteca para abrigar o acervo do museu municipal. Esse ambiente, enriquecido por peças históricas doadas com carinho pelos próprios moradores, resgata e preserva de forma viva a memória e a evolução cultural de Brasilândia.

A reabertura da Biblioteca Profª Abadia dos Santos é um marco cultural e social para nossa cidade. Sinta-se convidada comunidade escolar e público em geral de Brasilândia para prestigiar esse novo capítulo da nossa história e desfrutar de toda a riqueza que este espaço tem e pode oferecer!

Parabéns Brasilândia. Parabéns Administração Municipal da Cidade Esperança. 


Brasilândia/MS, 24 de agosto de 2026.

Dia do Artista.

Em homenagem a todas as pessoas que dedicam suas vidas a cultivar o sentimento do belo e a expressar ideias: cantores, compositores e instrumentistas; atores, bailarinos e artistas de circo; pintores, escultores e desenhistas; escritores, poetas e contadores de histórias; diretores, fotógrafos e cineastas, e artesãos que criam peças únicas.

sábado, 22 de agosto de 2026

 

Política e Eficiência: O desafio da governança nas pequenas cidades - Parte 1.

Carlos Alberto dos Santos Dutra (1)


 




Conciliar a política com a eficiência administrativa em municípios pequenos é um dos maiores desafios de qualquer gestão pública. Nestas cidades os prefeitos dependem do apoio de diferentes forças econômicas para governar. Nesse cenário, os secretários municipais precisam equilibrar a lealdade política com a entrega de resultados reais à população.

Para entender como essa engrenagem funciona na prática, quatro teorias clássicas ajudam a iluminar o caminho.

A primeira pode ser resumida assim: a gestão está de olho! Formulada por Michael Lipsky, a teoria da Burocracia de Nível de Rua estuda quem trabalha na ponta do serviço público. Em cidades pequenas, os secretários atuam diretamente na rua. Eles conhecem os moradores e são observados por eles o tempo todo. Esses gestores têm liberdade para humanizar o atendimento e mediar pressões políticas, mas sempre respeitando as leis.

A segunda é o Governo em Rede, teoria da Governança Pública, de Jan Kooiman e R.A.W. Rhodes, que mostra que a prefeitura não governa sozinha. Ela funciona melhor quando inserida em redes de cooperação. O segredo do sucesso é transformar o apoio financeiro de grupos privados em parcerias público-privadas benéficas para toda a comunidade.

A terceira busca criar valor para todos. É a Nova Governança Pública proposta por Stephen Osborne, que defende que a gestão deve superar a rigidez burocrática e o foco puramente comercial. O objetivo é fazer com que setores fortes — como o agronegócio, o comércio local e o cooperativismo — colaborem no desenho das políticas públicas. O papel do secretário deixa de ser atender a um grupo e passa a ser gerar valor coletivo com a ajuda deles.

E por fim, a teoria da do controle e da transparência, que é a da Escolha Pública e da Agência, de James Buchanan e Gordon Tullock, onde alertam que os atores políticos também buscam defender seus próprios interesses. Para evitar desvios, a gestão precisa criar mecanismos rígidos de controle. Contratos de gestão bem amarrados e portais de transparência robustos garantem que, independentemente da ideologia, o secretário seja obrigado a entregar um trabalho eficiente e assim por diante.

Então? Como medir o sucesso de uma gestão? O grande desafio é saber se as decisões do governo beneficiam a cidade inteira ou apenas os grupos que apoiaram a eleição. Para descobrir isso, o monitoramento deve focar em áreas essenciais da administração. 

Mas isso, veremos no próximo artigo.


Brasilândia/MS, 22 de agosto de 2026.

Dia do Folclore Brasileiro

(1) https://www.escavador.com/sobre/2022269/carlos-alberto-dos-santos-dutra.


 

sábado, 15 de agosto de 2026

 

A Tristeza em Palomas de Juremir Machado 

Carlos Alberto dos Santos Dutra







No dia 11 de maio de 2010 redigi uma carta ao amigo Padre Alex José Kloppenburg, um hulha-negrense tornado pedritense da pampa gaúcha, comentando um artigo que ele me enviou e que havia sido publicado na coluna do Juremir Machado no jornal Correio do Povo, de Porto Alegre-RS, em 27 de abril de 2010 (1)

Dizia eu na ocasião: Conheci Palomas há 40 anos. Não conheço Juremir pessoalmente, esse poeta das letras e da sensibilidade. Parabéns pelo texto. Mas, quem és tu Juremir, se me permite? E o que andas escrevendo na ânsia de nos alimentar a saudade e as vergas que cruzam o peito? Deixando inquieto esse quera aqui distante do Cacequi?.

Eis a crônica TRISTEZA EM PALOMAS. De Juremir Machado da Silva (2) que tomo a liberdade de reproduzir aqui. 

Quando eu era criança, Palomas era o meu universo. O mundo começava logo depois do cerro.

Era o desconhecido. Pouco antes do grande morro, está o cemitério branco, num alto. Era um divisor. Chegávamos até perto dali. Ao avistar os túmulos, mortos de medo, disparávamos de volta para a vila. Em "Cai a noite sobre Palomas", conto uma história da qual tive de me lembrar recentemente. 

Fui buscar as vacas ao final da tarde. Depois de muito procurar, concluí que estavam para o lado do cemitério. Bati com a vara de alecrim nas ancas do cavalo. A noite vinha caindo muito rápido. De repente, vi um vulto todo branco balançando em frente ao cemitério. Desabalei. Poucas vezes senti tanto medo, salvo, talvez, outra vez, em Paris, no hotel Home Latin, quando temi enlouquecer. 

O matungo chegou estafado ao povoado. Não encontrei ninguém para me queixar ou para voltar comigo. Fiquei com medo do meu pai. Afinal, não trouxera as vacas. Enchi-me de uma coragem que não tinha e segui para o cemitério. Aproximei-me do vulto que balançava ao vento. Era um enorme caraguatá com flores brancas. Morri de vergonha. 

Palomas era a fonte, o nascimento, a infância, os campos sem fim, os belos cerros distantes e os seres estranhos que transformei em personagens, acrescentando ficção ou cortando o inverossímil por excesso de verdade. 

Nunca me esquecerei do primeiro enterro que vi no cemitério de Palomas, numa tarde de inverno. Nunca me esquecerei do longo apito do trem. Nunca me esquecerei do enforcado. Nunca me esquecerei das velozes carreiras de cancha reta. Palomas era, sobretudo, a alegria da natureza pulsando. 

Tinha os seus mistérios insondáveis para a fantasia de um guri sonhador. Uma gruta que se perdia no fundo da terra, na qual eu nunca estive. O canto triste dos jacus nos matos. A louca raspando latas. O alaranjado das bergamotas vergando as árvores. A cor linda dos maracujás. As pandorgas serpentando no céu azul. O silêncio das "cordilheiras". O vento assobiando na rua de trás. A lua descendo por trás dos eucaliptos. As meninas crescendo, tornando-se mulheres com suspiros repentinos. 

As estrelas coalhando o firmamento nas noites de verão. Homens conspirando nos cantos ou jogando truco nos bolichos. As melancias crescendo nas lavouras fartas. 

Agora, aos poucos, Palomas vai ganhando tristezas, tornando-se uma lenta acumulação de más lembranças. Estive lá, na semana passada, para o enterro do marido da minha irmã Nina. Írio morreu aos 52 anos de idade. Era um grande marceneiro, um uruguaio que se abrasileirou sem perder a origem. 

Chorei a morte desse gremista apaixonado, cujo último jogo que escutou no rádio, como sempre fazia, foi do Internacional. Deve ter dado uma secadinha. Quero que o Grêmio ganhe este gauchão em homenagem a ele. Foi muito triste. 

Palomas pareceu-me exatamente a mesma da minha infância. Quase uma paisagem imóvel de um quadro melancólico. O mundo depois do cerro eu já conheço um pouco. Palomas, no entanto, é outra: o lugar aonde agora vamos para enterrar os nossos mortos.

(1) http://www.correiodopovo.com.br/blogs/juremirmachado/?p=309.

Texto reproduzido em Dutra, C.A.S. Se me deixam falar: crônicas daqui e além mais. Edição do Autor, Brasilândia/MS, 2013, Página 254s.



quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Oficina de Cocriação - Identidade Municipal

Carlos Alberto dos Santos Dutra



Amigos aqui presentes
Um momento vou falar
Quero a todos lembrar
Por que estamos reunidos
Por que fomos escolhidos
Você já parou prá pensar?
No sabor e o paladar
Da nossa gastronomia
Prato típico, freguesia
Nosso rico artesanato
Nos tira do anonimato
Estupendo potencial
Nossa força ancestral
Aqui bem representada
A essência de mãos dadas
Reunida em oficina
Desenho na cartolina
Em busca de identidade
Na rica diversidade
Cidade empreendedora
De sonhos é portadora
De projetos valiosos
Visitantes orgulhosos
Com nosso pertencimento
Prazer no acolhimento
Isso podemos mostrar
Nossa cultura traçar
O valor da economia.
 
Sim, faremos neste dia
Conversa, debate, ideias
Natureza e colmeias
Florestas e os Ofaié
O cerrado e o tereré
Os atrativos turísticos
E os bordados artísticos
Juntos podemos contar
A alma do povo apalpar
Quando fala o coração
Toda a Administração
Caminhando de mão dada
Como parceira, aliada
Produtores, comerciantes
Servidores confiantes
Buscando uma identidade
Para além da amizade
Construtores do futuro
Imagem além dos muros
Feira viola na praça
Cruzeiro, arara e graça
A nossa onça pintada
Cervo, floresta plantada
Vamos juntos desenhar
O progresso e o bem-estar
Ambiente sustentável
Prosperidade saudável
E gerações abraçar.

Obrigado

Sebrae/Unisinos

Carlito Dutra/SEMATUR, Brasilândia/MS, 13/08/2026


domingo, 9 de agosto de 2026

 

O calor de uma Comunidade Viva: Oração de gratidão à Capela São Vicente de Paulo.

Carlos Alberto dos Santos Dutra


 




A fotografia tirada no final de cada celebração dominical já se tornou uma das tradições mais bonitas e aguardadas em nossa comunidade. É um momento de profunda comunhão: após receberem a bênção, todos os fiéis se perfilam alegremente diante do altar. 

Cada clique registra não apenas rostos, mas um ato genuíno de fé partilhada. Sempre penso que aquelas imagens, ao serem vistas depois, funcionam como um convite silencioso e poderoso, motivando mais irmãos a estarem conosco no domingo seguinte. 

No entanto, no domingo de hoje, a motivação que flutuava no ar revelou-se inteiramente especial desde o início. 

Cumprimos os ritos com o carinho de sempre. Fizemos a entrega das imagens do nosso querido padroeiro, São Vicente de Paulo, e a tradicional entrega da imagem do Anjo da Guarda a uma de nossas crianças. 

Mas, logo após esses momentos devocionais, algo diferente e extraordinário estava reservado para todos nós.

As leituras da liturgia neste dia haviam tocado fundo em nossos corações: elas nos falavam da presença constante de Deus em nossas vidas, daquele Pai amoroso que nos estende a mão para nos resgatar das tempestades e que caminha sobre as águas revoltas, convidando-nos a caminhar com Ele e experimentar a leve brisa da Paz.

Inspirado por essa mensagem de amparo, decidi chamar à frente todos os pais que se encontravam no templo. Convidei-os a se aproximarem do altar e conclamei o restante da assembleia a ficar de pé, estender as mãos e, juntos, proferirmos uma grande bênção sobre aqueles chefes de família. Foi um instante sublime de pura conexão, agradecimento e confiança cega no Criador.

Com o coração em paz e a sensação de dever cumprido, preparei-me para encerrar a Celebração da Palavra. Eu estava prestes a proferir os ritos finais e o tradicional "Ide em paz e que o Senhor vos acompanhe", quando uma voz suave rompeu o silêncio do templo e fez com que todos nós parássemos instantaneamente para escutar.

Era a nossa Ministra da Comunhão, a querida Irmã Zélia. Com palavras delicadas e cheias de sabedoria, ela lembrou a assembleia de um detalhe que eu próprio, envolvido pelas obrigações do altar, não havia dado a devida importância: o dia seguinte (2ª feira) seria dedicado a São Lourenço, o santo padroeiro de todos os diáconos.

Em um ato contínuo de extrema sensibilidade, ela propôs que a comunidade fizesse por mim o que tínhamos acabado de fazer pelos pais: que todos estendessem as mãos na minha direção e me ofertassem uma bênção.

Caminho lado a lado com a Capela São Vicente há mais de dez anos, conheço cada história e cada família, mas nada me prepararia para o impacto daquele gesto. Em um piscar de olhos, vi-me cercado por uma multidão de fiéis. Olhar ao meu redor e ver dezenas de mãos estendidas na minha direção foi uma das experiências mais avassaladoras do meu ministério.

Era possível sentir o calor humano, a intenção pura, a fé vibrante e uma gratidão recíproca que pareciam irradiar daquelas palmas abertas. Como se o divino Espírito Santo houvesse pairado sobre nós. A emoção me tomou de tal forma que o peito apertou e eu me vi beirando as lágrimas, tomado por uma felicidade que mal cabia em mim.

Aquele foi, sem dúvida alguma, um dos gestos mais belos e puros já presenciados nesta manhã de domingo por uma comunidade tão repleta de amor a Cristo.

Vocês demonstraram, na prática viva e cotidiana, a verdadeira fraternidade que o Senhor da história nos propõe. Há mais de uma década eu busco servir a vocês, mas foram vocês, meus irmãos, que me sustentaram e me alimentaram com a sua fé até este dia. Minha eterna gratidão a cada um. 

Obrigado, Comunidade São Vicente de Paulo! Parabéns por serem essa igreja viva, pulsante e acolhedora da Paróquia Cristo Bom Pastor!

 

Brasilândia/MS, 09 de agosto de 2026

 

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

 

Construindo o Futuro: Participe da Oficina de Cocriação da Identidade de Brasilândia!

Carlos Alberto dos Santos Dutra



Você já parou para pensar no que torna Brasilândia um lugar único? Seja o sabor da nossa gastronomia, a riqueza do nosso artesanato ou a força do nosso povo, nossa cidade transborda potencial. Agora, chegou o momento de unirmos forças para transformar essa essência em uma marca forte e reconhecida em todo o país!

A Prefeitura de Brasilândia, em uma parceria estratégica com o Sebrae-MS e o consultor Adriano Rodrigo Debus (mestre em design estratégico pela Unisinos), convida toda a população para um momento histórico: a Oficina de Cocriação da Identidade Municipal.

O que é o Projeto de Identidade Municipal?

Esta iniciativa faz parte do Programa Cidade Empreendedora, ativo no município de 2025 a 2028. Longe de ser apenas a criação de um logotipo, o projeto busca identificar o que temos de mais valioso para destacar nossa cidade nos cenários regional e nacional.

Como bem destacou a prefeita Márcia Amaral: "A construção e definição de uma identidade contribui tanto para a atração de visitantes, empresas e investidores quanto para o fortalecimento do senso de orgulho e pertencimento da população local".

Como Funciona o Projeto?

O desenvolvimento é estruturado em quatro grandes etapas metodológicas:

1.  Análise de Contexto: Pesquisas profundas sobre nossa gastronomia, cultura e economia.

2.  Oficina de Cocriação: O momento em que você entra em ação para debater e dar ideias!

3.  Consolidação Técnica: Análise dos pontos com maior potencial de atração de público e diferenciação.

4.  Validação e Desdobramentos: Entrega das diretrizes para criar novos negócios, serviços e atrativos turísticos.

Por que a sua presença é fundamental?

Nenhum consultor ou governante consegue definir a alma de uma cidade sem ouvir quem vive nela todos os dias. Queremos reunir lideranças locais, jovens, comerciantes, produtores e moradores de todos os setores para garantir que a identidade do município seja um reflexo fiel de quem realmente somos e do futuro que queremos construir!

Sua voz ajudará a desenhar estratégias de desenvolvimento sustentável, inovação e prosperidade para as próximas gerações.

Agende-se e Participe!

Chame seus vizinhos, amigos e familiares. Vamos desenhar juntos o futuro de Brasilândia!

  • 📅 Data: 13/08/2026 (quinta-feira)
  • Horário: Das 08h às 12h (MS)
  • 📍 Local: Secretaria da Mulher (Rua Jacira Pedroso de Moraes Hoffig, nº 681, Centro, Brasilândia/MS)

Confira: https://www.brasilandia.ms.gov.br/portal/noticias/0/3/6608/brasilandia-inicia-projeto-de-identidade-municipal-para-se-destacar-nos-cenarios-regional-e-nacional/

Brasilândia conta com o seu olhar e o seu orgulho. 

Nos vemos lá!