segunda-feira, 13 de julho de 2026

 

13 anos de histórias, encontros e direitos: A trajetória da Associação Viva a Vida de Apoio à Terceira Idade

Carlos Alberto dos Santos Dutra



O tempo passa, mas as marcas de uma trajetória construída com amor, união e propósito permanecem indeléveis. Celebrar o aniversário de uma instituição é muito mais do que contar os anos no calendário; é reviver memórias, homenagear quem abriu os caminhos e agradecer a cada pessoa que dedicou sua energia para transformar uma ideia em realidade.

Neste ano, a Associação Viva a Vida de Apoio à Terceira Idade, do nosso município de Brasilândia, completa 13 anos de fundação. Mais do que uma data comemorativa, este marco representa mais de uma década gerando convivência, promovendo o lazer e, acima de tudo, defendendo os direitos e o bem-estar dos idosos da nossa comunidade.

Para entender o tamanho dessa conquista, precisamos voltar no tempo e honrar o alicerce onde tudo começou.

O começo de tudo se deu pela coragem e o pioneirismo das mulheres. Toda grande história tem um ponto de partida. A da Associação Viva a Vida começou a se desenhar em 26 de junho de 2013, quando uma Comissão Pró Formação — liderada com muita determinação por Aparecida Oliveira da Silva e Maria Rosa Pereira Magalhães — lançou o edital que convocaria a população de Brasilândia para uma missão especial.

Pouco tempo depois, no dia 14 de julho de 2013, em uma assembleia geral realizada na Câmara Municipal, a associação nascia oficialmente. Com o objetivo claro de seguir as diretrizes do Estatuto do Idoso (Lei 10.741/2003), a entidade assumiu o compromisso de criar um espaço que oferecesse mais do que distração: um ambiente de aprimoramento físico, artístico, social e cultural através de palestras, seminários e atividades recreativas.

Logo no início, em 1º de agosto do mesmo ano, a conquista do CNPJ próprio consolidou a Viva a Vida como uma das instituições mais sérias e dedicadas do município. Mas as engrenagens dessa máquina de fazer o bem só se moveram graças a corações dispostos a liderar.

E lá estavam elas. Duas Presidentes, uma só missão: O legado de Jovelina e Jesuína. Falar dos 13 anos da associação é falar, obrigatoriamente, de duas mulheres extraordinárias que souberam conduzir o grupo com sabedoria, alternando papéis com um espírito de parceria institucional admirável: Maria Jovelina da Silva e Jesuína Camargo de Toledo.

Maria Jovelina da Silva assumiu o desafio de ser a primeira presidente da associação, liderando o triênio pioneiro de 2013 a 2016. Com passos firmes, ela estruturou os primeiros anos da entidade. Mais tarde, seu amor pela causa ganhou proporções ainda maiores: atuando como vereadora, Jovelina apresentou o Projeto de Lei que resultou na sanção da Lei 2.689/2017, declarando a associação como de Utilidade Pública Municipal. Mesmo após sua presidência, continuou atuando firmemente na base como conselheira fiscal titular.

Jesuína Camargo de Toledo foi o braço direito de Jovelina desde o primeiro dia, ocupando o cargo de vice-presidente na gestão fundadora. O entrosamento e o compromisso eram tão grandes que, no triênio seguinte (vigendo até 2020), Jesuína foi eleita presidente da associação. Sob o seu comando, a Viva a Vida continuou expandindo suas atividades, acolhendo novos membros e mantendo acesa a chama do congraçamento e do respeito à melhor idade.

E a entidade continuou mantendo sua força na continuidade de lideranças que fizeram a diferença. Nenhum presidente governa sozinho. O verdadeiro segredo da longevidade e do sucesso da Associação Viva a Vida reside na lealdade e na persistência de seu corpo diretivo. Vários membros demonstraram um compromisso exemplar com a causa ao aceitarem a responsabilidade de guiar a instituição ao longo das duas primeiras gestões consecutivas:

Luiza Dias do Vale: A voz da organização, que atuou com dedicação e zelo como secretária em ambas as diretorias; Verônica Hippler: A guardiã dos recursos, cuidando das finanças da associação como tesoureira nos dois primeiros mandatos; Elli Rojas Romero de Aquino: Uma conselheira atenta e presente, exercendo o papel de titular do conselho fiscal nas duas gestões; Joana Sanches de Lima (in memoriam): Sinônimo de suporte constante, atuando ativamente na proteção administrativa do conselho fiscal nos dois períodos.

Tereza Franzin Tomé: Começou sua trajetória como suplente do conselho fiscal na primeira diretoria e, devido ao seu envolvimento com a causa, foi eleita vice-presidente na segunda gestão, ao lado de Jesuína. Não podemos esquecer também do apoio técnico e jurídico do colaborador Carlos Alberto dos Santos Dutra, que esteve presente desde a assembleia de fundação, garantindo que a entidade caminhasse passos seguros dentro da legalidade.

E então? O que os 13 anos nos ensinam? Desde a sua sede provisória na Rua Adilson Alves da Silva, no Bairro João de Abreu, até os dias de hoje, a Associação Viva a Vida provou que o envelhecimento deve ser celebrado com dignidade, alegria e integração. Ela ensina que a terceira idade não é o fim de um ciclo, mas sim um momento rico para a troca mútua de experiências e para o usufruto de direitos conquistados a duras penas. A cada palestra educativa assistida, a cada evento recreativo realizado e a cada sorriso compartilhado nesses 13 anos, o ecossistema de Brasilândia se tornou mais humano.

Aos fundadores, diretores, voluntários e, principalmente, aos idosos que dão vida a esta associação: muito obrigado. Que o legado de Jovelina, Jesuína e de tantas outras lideranças continue a ser a bússola que guiará os próximos anos da Associação Viva a Vida. Parabéns pelos 13 anos de história!

 

Brasilândia/MS, 14 de julho de 2026

Fonte: Dutra, C.A.S. História e Memória de Brasilândia/MS, Vol. II-Patrimônio, pág. 297s.

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