13 anos de histórias,
encontros e direitos: A trajetória da Associação Viva a Vida de Apoio à
Terceira Idade
Carlos Alberto dos
Santos Dutra
O tempo passa, mas
as marcas de uma trajetória construída com amor, união e propósito permanecem
indeléveis. Celebrar o aniversário de uma instituição é muito mais do que
contar os anos no calendário; é reviver memórias, homenagear quem abriu os
caminhos e agradecer a cada pessoa que dedicou sua energia para transformar uma
ideia em realidade.
Neste ano, a Associação
Viva a Vida de Apoio à Terceira Idade, do nosso município de Brasilândia,
completa 13 anos de fundação. Mais do que uma data comemorativa, este marco
representa mais de uma década gerando convivência, promovendo o lazer e, acima
de tudo, defendendo os direitos e o bem-estar dos idosos da nossa comunidade.
Para entender o
tamanho dessa conquista, precisamos voltar no tempo e honrar o alicerce onde
tudo começou.
O começo de tudo
se deu pela coragem e o pioneirismo das mulheres. Toda grande história
tem um ponto de partida. A da Associação Viva a Vida começou a se desenhar em
26 de junho de 2013, quando uma Comissão Pró Formação — liderada com muita
determinação por Aparecida Oliveira da Silva e Maria Rosa Pereira
Magalhães — lançou o edital que convocaria a população de Brasilândia para
uma missão especial.
Pouco tempo
depois, no dia 14 de julho de 2013, em uma assembleia geral realizada na Câmara
Municipal, a associação nascia oficialmente. Com o objetivo claro de seguir as
diretrizes do Estatuto do Idoso (Lei 10.741/2003), a entidade assumiu o
compromisso de criar um espaço que oferecesse mais do que distração: um
ambiente de aprimoramento físico, artístico, social e cultural através de palestras,
seminários e atividades recreativas.
Logo no início, em
1º de agosto do mesmo ano, a conquista do CNPJ próprio consolidou a Viva a Vida
como uma das instituições mais sérias e dedicadas do município. Mas as
engrenagens dessa máquina de fazer o bem só se moveram graças a corações
dispostos a liderar.
E
lá estavam elas. Duas Presidentes, uma só missão: O legado de Jovelina e
Jesuína. Falar dos 13 anos da associação é falar, obrigatoriamente, de
duas mulheres extraordinárias que souberam conduzir o grupo com sabedoria,
alternando papéis com um espírito de parceria institucional admirável: Maria
Jovelina da Silva e Jesuína Camargo de Toledo.
Maria
Jovelina da Silva
assumiu o desafio de ser a primeira presidente da associação, liderando o
triênio pioneiro de 2013 a 2016. Com passos firmes, ela estruturou os primeiros
anos da entidade. Mais tarde, seu amor pela causa ganhou proporções ainda
maiores: atuando como vereadora, Jovelina apresentou o Projeto de Lei que
resultou na sanção da Lei 2.689/2017, declarando a associação como de Utilidade
Pública Municipal. Mesmo após sua presidência, continuou atuando firmemente
na base como conselheira fiscal titular.
Jesuína
Camargo de Toledo
foi o braço direito de Jovelina desde o primeiro dia, ocupando o cargo de
vice-presidente na gestão fundadora. O entrosamento e o compromisso eram tão
grandes que, no triênio seguinte (vigendo até 2020), Jesuína foi eleita
presidente da associação. Sob o seu comando, a Viva a Vida continuou expandindo
suas atividades, acolhendo novos membros e mantendo acesa a chama do
congraçamento e do respeito à melhor idade.
E
a entidade continuou mantendo sua força na continuidade de lideranças que fizeram
a diferença. Nenhum presidente governa sozinho. O verdadeiro segredo da
longevidade e do sucesso da Associação Viva a Vida reside na lealdade e na
persistência de seu corpo diretivo. Vários membros demonstraram um compromisso
exemplar com a causa ao aceitarem a responsabilidade de guiar a instituição ao
longo das duas primeiras gestões consecutivas:
Luiza
Dias do Vale:
A voz da organização, que atuou com dedicação e zelo como secretária em ambas
as diretorias; Verônica Hippler: A guardiã dos recursos, cuidando das
finanças da associação como tesoureira nos dois primeiros mandatos; Elli
Rojas Romero de Aquino: Uma conselheira atenta e presente, exercendo o
papel de titular do conselho fiscal nas duas gestões; Joana Sanches de Lima
(in memoriam): Sinônimo de suporte constante, atuando ativamente na
proteção administrativa do conselho fiscal nos dois períodos.
Tereza
Franzin Tomé:
Começou sua trajetória como suplente do conselho fiscal na primeira diretoria
e, devido ao seu envolvimento com a causa, foi eleita vice-presidente na
segunda gestão, ao lado de Jesuína. Não podemos esquecer também do apoio
técnico e jurídico do colaborador Carlos Alberto dos Santos Dutra, que
esteve presente desde a assembleia de fundação, garantindo que a entidade
caminhasse passos seguros dentro da legalidade.
E então? O que os
13 anos nos ensinam? Desde a sua sede provisória na Rua Adilson Alves da
Silva, no Bairro João de Abreu, até os dias de hoje, a Associação Viva a Vida
provou que o envelhecimento deve ser celebrado com dignidade, alegria e
integração. Ela ensina que a terceira idade não é o fim de um ciclo, mas sim um
momento rico para a troca mútua de experiências e para o usufruto de direitos
conquistados a duras penas. A cada palestra educativa assistida, a cada evento
recreativo realizado e a cada sorriso compartilhado nesses 13 anos, o
ecossistema de Brasilândia se tornou mais humano.
Aos fundadores,
diretores, voluntários e, principalmente, aos idosos que dão vida a esta
associação: muito obrigado. Que o legado de Jovelina, Jesuína e
de tantas outras lideranças continue a ser a bússola que guiará os próximos
anos da Associação Viva a Vida. Parabéns pelos 13 anos de história!
Brasilândia/MS, 14
de julho de 2026
Fonte: Dutra,
C.A.S. História e Memória de Brasilândia/MS, Vol. II-Patrimônio, pág. 297s.
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de Brasilândia conheçam essa linda história!

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