terça-feira, 30 de dezembro de 2025

 

O homem, a dignidade e o trabalho.

Carlos Alberto dos Santos Dutra


 






Impossível não deixar a mente e os pensamentos voar por caminhos e sentimentos que poucas vezes experimentamos motivados por uma situação ou imagem.

O vídeo de um lavrador, seu arado e o cavalo é o retrato de algo que a frase lapidar que anuncia a postagem -- O homem, a dignidade e o trabalho --, comunica e sensibiliza.

No campo estético, o quadro, digno de uma pintura realista clássica, que retrata o cotidiano e a vida comum com objetividade e sem idealizações, encerra imensas possibilidades em nossos corações.

Para os estudiosos e apreciadores da arte, os signos ali reunidos – a rua, a carroça e a cerca --, revelam e envolvem um cenário humano, social e transcendente.

Embalado pela música incidental rítmica do Story que acompanha os passos daquele trabalhador rural e sua obra sazonal, a postagem desperta o personagem do passado, ainda latente de quem já experimentou essa faina e lida na roça.

E lá vai ele, anônimo, mas repleto de uma educação e gentileza silenciosas surpreendentes. Percebe-se isso à distância, na delicadeza e amabilidade com que conduz o seu animal.

Extremamente manso, o animal parece entender, desde o olhar de seu dono e o ruído sonoro do estalo de sua língua no comando, o respeito mutuo que os une. E a importância do que ali realizam. 

Com um leve puxão na corda que o comunica ao animal, ele prontamente assente e o obedece, sem nenhum esforço, seguindo em frente o seu trabalho.

O sol implacável deita sobre as costas do lavrador e o lombo do animal que segue em fileira sulcando sempre em linha reta a terra. Ali, o obreiro pretende, como lhe foi concedido, plantar amendoim e outras culturas.

No dia seguinte, lá o encontramos novamente, curvado, lançando na terra as sementes cujos frutos espera colher no amanhã que está a principiar. Afinal, é mais um Ano Novo que vai chegar...

Brasilândia/MS, 30 de dezembro de 2025.

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segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

 

Mensagem de acolhida ao Ano Novo

Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB


“A esperança não decepciona, porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santos” (Rm 5,5).



Há poucos dias, celebramos o Natal de nosso Senhor Jesus Cristo. Naquela noite santa, o anjo já o disse aos pastores, e hoje repete a nós. “Não temais!. Eu vos anuncio uma grande alegria, que será também a de todo o povo” (Lc 2,10). Por ocasião do encerramento do Ano Jubilar, em nossas dioceses, e praticamente do ano civil, dirigimo-nos ao povo brasileiro com uma mensagem de esperança, mas, ao mesmo tempo, de grave preocupação. Como pastores, exultamos com as vitórias e conquistas e nos inquietamos -- e até nos indignamos! --, com alguns retrocessos no campo da ética e do cuidado com os pobres. 

Neste ano, são várias as notícias que nos fazem felizes e renovam nossas esperanças. No âmbito da saúde, ficamos felizes com o aumento da taxa média de médicos pelo número de habitantes e agradecemos a Deus pelo Sistema Único de Saúde. No campo econômico, alegramo-nos com a retirada de algumas tarifas norte-americanas sobre vários produtos brasileiros, a estabilidade da inflação, a taxa de desemprego em queda, o relativo crescimento do PIB, o significativo aumento do cooperativismo e a abertura de novos mercados internacionais. 

Orgulha-nos da realização da COP-30, em Belém no Pará, e também nos enleva o fato de o Brasil consolidar sua liderança em energias renováveis. A Igreja se fez presente não como protagonista político, mas desejosa de contribuir para a construção de caminhos comuns diante da crise climática e o cuidado com a Casa Comum. 

Aumentou significativamente o investimento privado em sustentabilidade, em práticas ambientais, sociais e de governança (ESG). Os movimento populares de alegram, sobretudo, com a realização do Plebiscito Popular sobre a redução da jornada de trabalho e a taxação proporcional da riqueza. 

Constatamos experiências positivas. Contudo, há também várias situações que nos entristecem e preocupam. No âmbito da convivência democrática, o ano de 2025 foi marcado por profundas tensões e retrocessos sociais, que deixaram feridas abertas no tecido social. Algumas experiências fragilizaram seriamente a confiança nas instituições e desafiaram as pessoas de boa vontade, que acreditam numa sociedade mais justa e fraterna. 

Entre essas, destacam-se o pagamento exorbitante de juros e amortizações da dívida, que deixa o país sem capacidade de maior investimento em educação, saúde, moradia e segurança; o enfraquecimento da ética e o aumento da corrupção na vida pública; a fragilização dos mecanismos democráticos, por causa de interesses econômicos e disputas de poder; a flexibilização de marcos legais essenciais, como a Lei da Ficha Limpa; o desrespeito pelos povos originários e tradicionais, agravado pela aprovação do marco temporal no congresso nacional; as ameaças à proteção ambiental, intensificadas pelas mudanças na Lei Geral do Licenciamento; a desigualdade social, que continua marginalizando muitos; o aumento da violência, especialmente o feminicídio e outros crimes motivados pela intolerância; o uso de drogas e o crescimento de economias ilícitas; a perda de decoro e a falta de responsabilidade por parte de algumas autoridades, especialmente do nosso Congresso Nacional. 

Discursos de ódio, manipulação da verdade, violências, radicalismos ideológicos e interesses particulares não podem se sobrepor ao bem comum. 

Tais realidades ferem a dignidade humana e obscurecem a vocação democrática do país. O poeta Thiago de Mello traduz esse valor numa bela imagem: “Faz escuro, mas eu canto, porque a amanhã vai chegar”. A presença de Deus que se faz criança, simples e próxima, renova nossa convicção de que nenhuma escuridão é definitiva e que a esperança é força transformadora para quem caminha em busca do bem comum. Por isso, reafirmamos que nenhum projeto político pode se sobrepor à vida,  ao respeito à pessoas humana, à justiça social e ao cuidado com a Casa Comum. 

Reiteramos a sacralidade da vida humana, desde a concepção até seu fim natural. Ela é o primeiro dos direitos, dom gratuito de Deus, e não pode ser relativizada ou negociada. Por isso manifestamo-nos firmemente contra qualquer iniciativa de legalização do aborto no Brasil. Defender a vida, contudo, implica também lutar contra a fome, a miséria e a desigualdade. Defender a vida significa criar condições para que “todos tenham vida e vida em abundância” (Jo 10,10).

A democracia, som sua exigência de diálogo, suas instituições, seus freios e contrapesos, é patrimônio do povo brasileiro e precisa de cuidado e promoção. Embora imperfeita, ela é terreno fértil onde a justiça e a verdade podem se abraçar (cf. Sl 85,10) e florescer. Como discípulos e discípulas de Jesus Cristo, somos chamados a ser testemunhas credíveis e exemplares, artesãos da paz, construtores de pontes, promotores da caridade política e da responsabilidade social. A nação precisa encontrar o caminho da pacificação, do diálogo e do respeito mútuo! 

Desejamos e trabalhamos pela paz desarmada e desarmante, humilde e perseverante, por um mundo e por um ser humano pacificados e conciliados no amor (cf. Ef 2,14), a fim de concretizar o sonho de Jesus Cristo, expresso de modo tão belo por dom Helder Câmara: “Sem esperança, temos as mãos e os pés amarrados. Somos escravos sem perspectiva de libertação”. Não caminhamos na escuridão; somos peregrinos de esperança! 

Que a luz do Menino Deus ilumine nossas famílias, comunidades e nação. Que o Natal acenda em nossos corações a coragem de recomeçar, e que o ano de 2026 nos encontre firmes no testemunho cristão, com o desejo de mudar o mundo, empenhados na oração, nutridos pela Palavra e pela Eucaristia. Que a Mãe Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil, nos acompanhe nesta travessia.

 

Brasílias/DF, 29 de dezembro de 2025.

Dom Jaime Cardeal Spengler, arcebispo de Porto Alegre/RS, Presidente da CNBB; Dom João Justino de Medeiros da Silva, Arcebispo de Goiânia/GO, 1º vice-presidente da CNBB; Dom Paulo Jackson Nóbrega de Souza, Arcebispo de Olinda e Recife/PE, 2º vice-presidente da CNBB; Dom Ricardo Hoepers, Bispo auxiliar de Brasília/DF, secretário-geral da CNBB.

 

 

  

sábado, 20 de dezembro de 2025

 

Confraternização entre Amigos:
Indústria, Comércio e Agronegócio e
Meio Ambiente e Turismo.
Carlos Alberto dos Santos Dutra







1-Amigos me dão licença
Um momento vou falar
Quero aqui homenagear
Os colegas, que alegria
De duas secretarias
Da Indústria e Meio Ambiente
Confesso que estou contente
Juntos poder festejar
Mais um ano comemorar
Com saúde, o trabalho
E vou pegando um atalho
Falando como agregado
Já que estamos encostados
Aos cuidados do Hugo e o
Que não nos deixou a pé
Eu e o amigo Pedrinho
Nos acolheu com carinho
Sem-teto não vai ficar:
Pode conosco morar!
E aqui estou convidado
Me sinto abençoado
Para falar o que sinto
Despassito, eu não minto
Com minha xucra linguagem
Mas não me falta coragem
Por isso peço perdão
Falo com o coração
Esta singela homenagem.
 
2- Já de prima vou dizer
Falo da Andrea, amiga
Servidora, sem fadiga
Sempre disposta a ajudar
Aprendeu a digitar
Recepcionista, auxiliar
A todos recebe bem
Não importa de onde vem
Na cozinha é cinderela
Bolo de milho, é com ela
É mestre como ninguém.
 
3- Depois tem o Aparecido
E o Paulo tratoristas
Esses são dois artistas
Com a máquina e o manejo
Sem descuidar, sertanejo
Sob o olhar do André
Irala, paisano que é
Mestre no triturador
De galhos, ele é senhor
Sempre disposto, hablando
E a galhada alimentando.
Já o Júnior Frasneli intendente
Este não foge do batente
No campo gosta de estar
Agricultura familiar
Associação, animando
O produtor ajudando
No colher e no plantar.
 
4- Também tem o Edmilson
Que é perito na estrada
Com a máquina engatada
Vai deixando tudo plano
João Batista, salvo engano
No caminhão e trator
Com o pé no acelerador
Reforça a secretaria
Desde o Mutum, quem diria
Também mostra o seu valor.
 
5- Agora vejo a Geralda
Uma auxiliar das antigas
De todos ela é amiga
Dedicada na limpeza
Deixa tudo uma beleza
Se transforma numa atriz.
Ouve atenta o Jorge Luís
Manhã se arrasta ligeira
Mas se mantém, aroeira
Quase voltando a estudar
Podas de árvores, plantar
Aprende c'o técnico causos
Ela, merece o aplauso
E ele, por muito realizar.
 
6- Depois o doutor Gustavo
Homem que inspira confiança
Técnico fiel da balança
Na inspeção animal
Sistema municipal
Ao produtor dá o selo
Dá remédio, cura o pelo
Melhorando a genética
E não descuida da ética
No espaço que divide
Apertado, não duvide
Com Paulo Galiani, a sala
Atende os bons e os mala
Tudo passa por sua mão
Tamanha dedicação
Merecia mais salário
Este nosso operário
Tem que fazer espetinho
Esforçado o garotinho
Orgulho do secretário.
 
7- Lembro agora o Jorge Olivi
Que se encontra ao meu lado
Na sala, no meu costado
Engenheiro é o nosso porto
Seguro, sempre absorto
Atende duas secretarias
Não com toda a alegria
Mas conhece os escaninhos
Da administração, o jeitinho
Pois até foi secretário
Decorou o abecedário
Se mantém quieto e cioso
Mas no fundo é laborioso
Breve mestre, funcionário.
 
8- Outro amigo é o
Henrique, homem do mel
Este é servidor fiel
Que foi quase vereador
Secretário de valor
Hoje já se revelou
Sua capacidade mostrou
Não há mais como negar
Por isso é bom falar
Empresário eletricista
Pai exemplar, um artista
Merece o nosso respeito
Por isso digo satisfeito
Salve nosso idealista!
 
9- O Hugo todos sabemos
É o nosso secretário
Sempre atento aos comentários
Projetos, estudos, plantio
Sabe vencer desafios
Jovem goiano engenheiro
Florestal é companheiro
De festa como ninguém
Sua palavra mantém
Quando o assunto é picanha
Cerveja, amizade tamanha
Gosta serviço bem feito
Empresário de respeito
Tem mostrado experiência
Une a prática à ciência
Preocupação com a floresta
Saudá-lo é o que nos resta
Bato a mão em continência.
 
10- Já a Risia mais distante
Que trabalha lá na praça
O Sebrae enche-a de graça
Substituiu o Leonardo
A ela coube o fardo
Pois o trabalho é puxado
Tantos cursos, um bocado
Nem dá tempo pra sorrir
E com os colegas dividir
Fazendo-nos uma visita
Ocupada na escrita
Alegria pros marmanjos
E como aqui não tem anjos
Te saudamos senhorita.
 
11- Agora a vez da ⁠Thaís
A mais nova servidora
Eficiente, encantadora
Trabalha com sentimento
Indústria, emprego, eventos
Ela é mestre nos contatos
Promotora de contratos,
Ofícios, correspondências
Deu àquela mesa, essência
Ocupada pelo Irineu
Que por ali permaneceu
E vai ficar na lembrança
Seu tempo de governança
E aquilo que escreveu.
 
12- Pro arremate, o Pedrinho
Secretário adjunto meu
Presente que Deus me deu
Alma pura, inocente
Sempre feliz sorridente
Disposto a patrocinar
Cerveja não vai faltar
Motivo de estar aqui
Olha a confiança do guri
Na Prefeita que ele ama
Nos faz renovar a chama
Da nossa secretaria
Meio ambiente, quem diria
Parida da Agricultura
Que nasceu sem ruptura
Não para caminhar sozinha
Mas ver crescer a plantinha
De mãos dadas com o Carlito
Sem alarde ou conflito
Com amor e com ternura
Fazer ver a Prefeitura
O meio ambiente é meu grito!
 
13- Não poderia deixar
De falar sobre as famílias
Esposa, esposo, filhos, filhas
Que estão sempre do nosso lado
Dando força, um bocado
A não desistir, ir em frente
Vocês são o maior presente
Nos sentimos abraçados
Por demais abençoado
Por isso resta-nos dizer:
Parabéns, muito obrigado.

Brasilândia/MS, 19 de dezembro de 2025






quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

 

Escola Estadual Debrasa, 40 anos de fundação.

Carlos Alberto dos Santos Dutra


 

 


Comemora-se hoje, dia 18 de dezembro, o aniversário de criação da Escola Estadual Debrasa localizada a 55 km da sede do município de Brasilândia. Tudo aconteceu no ano de 1985, pelas mãos do fundador no distrito, senhor Arnaldo Bonini, diretor superintendente da Destilaria Brasilândia S.A., que naquela data inaugurou-a com o nome de Escola de 1º Grau Debrasa.

Na ocasião foi firmado um convênio entre Secretaria de Estado de Educação e a Destilaria Brasilândia S.A., mantenedora da escola até maio de 1988, quando a mesma teve sua criação regulamentada através do Processo 13/26443/85, e a partir de 10 de maio de 1988 passou a denominar-se Escola Estadual de Pré-Escolar e 1º Grau Debrasa. 

Um termo de comodato firmado entre a Secretaria de Educação e a Destilaria, por um prazo de dez anos prolongou a ação da escola no distrito. Passado este período, a partir de 12 de maio de 1998, a escola passou a se denominar Escola Estadual Debrasa.

No ano seguinte, após muita luta foi construído um novo e imponente prédio, onde iniciou o ano letivo em 22 de fevereiro de 1999. Esta escola iniciou oferecendo o Ensino Fundamental, depois, começou a ofertar também o Ensino Médio. A partir do ano de 2012, a escola passa a oferecer a Educação Básica do Campo para o Ensino Fundamental e Médio.

A primeira diretora da escola, Profª. Mileide Gonçalves dos Santos, lembra bem da trajetória do erguimento desta escola: Após tantos problemas pelos quais a escola passava, resolvemos que tínhamos que solicitar um prédio em nosso distrito. Mobilizamos a comunidade, pais, alunos, empresa Debrasa e Agência Educacional e assim nasceu o projeto da construção de nossa escola (...). Após o projeto de construção estar pronto, com o apoio desta empresa, que também nos cedera o terreno, enviamos nosso projeto à Secretaria Estadual de Educação e também uma cópia ao deputado Akira Otsubo, o qual demonstrou toda atenção a nossa reivindicação.

Três anos após a reivindicação serem apresentadas, durante a comemoração dos 34 anos de aniversário de Brasilândia, lá encontramos as autoridades inaugurando a nossa tão esperada Escola Debrasa, disse a diretora em seu pronunciamento na inauguração da escola:

O governador José Orcírio Miranda dos Santos (Zeca do PT), a prefeita de Brasilândia, Marilza Maria Rodrigues do Amaral, o deputado federal, Flávio Derzi; o deputado estadual, Akira Otsubo; o secretário estadual de Habitação e Infraestrutura, Pedro Teruel; o secretário estadual de Educação, Pedro Kemp; a diretora Mileide Gonçalves dos Santos, a vereadora local Mara Márcia de Jesus e demais autoridades, entre elas, o proprietário da destilaria Debrasa, o engenheiro José Pessoa de Queiroz Bisneto, e o diretor superintendente, engenheiro João Francisco das Chagas Neto. 

A partir de sua fundação a Escola Estadual Debrasa teve as seguintes diretoras: Profª. Mileide Gonçalves dos Santos (1999 a 2004); Profª Sueli Moraes (2004-2005); Profª. Maria Partonice de Almeida (2005 a 2008); Profª. Leila Maria de Souza Castro Soares (2008 a 2012 e 2015) e as demais que se seguiram (...).

 

Brasilândia 17 de dezembro de 2025. 

Fonte: História e Memória de Brasilândia, Vol. III-Cidadania. 2ed. 2024, pág. 354-357.




















quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

 

Deputado Pedro Arley Caravina: Cidadão Brasilandense.

Carlos Alberto dos Santos Dutra


 



Receber títulos parece ser a sina de quase todos nós. Quando eles nos enobrecem, os acolhemos cheios de jubilo e gratidão, porque nos elevam. De sorte contrária, não raras vezes, alguns títulos não condizem com o que pensamos e em nada refletem o que realmente somos, nos solapando a dignidade.

Os títulos que nos edificam, esses sim, são os que devem sempre nos interessar e devemos cultivar, colocar sobre eles todo nosso olhar benfazejo de gratidão pelo apreço e reconhecimento da honraria que nos é concedida.

Entre as diversas modalidade de títulos que podem ser conferidos a alguém, está o Título de Cidadão, título honorário concedido por uma instituição que o observou de longe e acompanhou de perto sua caminhada e o esforço realizado para chegar até ali.

Por isso o Título de Cidadão em um lugar distante de sua terra natal representa para o que recebe esta comenda um ato de extrema grandeza. E que traduz o quanto ele ali foi aceito e seu trabalho reconhecido.

Demonstra o quanto ele deixou-se envolver pelos sentimentos e aspirações locais, fazendo suas as bandeiras que flamejavam a sua volta tornando-se paladino das conquistas daquele lugar, tornando suas também as aspirações comuns.

Receber o Título de Cidadão de um lugar também enobrece quem o confere, pois revela de público aquilo que o sintoniza na esfera da grandiosidade que a trilha do homenageado acumulou e se dedicou àqueles que o aplaudem.

O recente evento de entrega de Título de Cidadão Brasilandense ao Deputado Estadual Pedro Arley Caravina, ocorrido na data de 08/12/2025 no plenário da Câmara Municipal de Brasilândia, representou muito mais do que a conferência de uma honraria.

Foi uma demonstração pública do reconhecimento do povo de Brasilândia a alguém que, mesmo não tendo aqui nascido, tem demonstrado, dia após dia, um respeito profundo, um compromisso verdadeiro e uma dedicação inquestionável ao desenvolvimento do município.

As palavras da Presidente da Câmara Municipal de Brasilândia, Maria Jovelina da Silva bem lembraram que as emendas parlamentares destinadas por este Deputado em atendimento às demandas que apresentamos não são apenas atos administrativos. São gestos de cuidado, de parceria e de responsabilidade com a nossa comunidade.

Cada recurso que chega, cada ação articulada, cada porta que se abre por sua intervenção representa avanço, representa oportunidade, representa uma cidade que cresce com dignidade. Tal comportamento e dedicação à Brasilândia, sem dúvida, o torna um paladino, um filho adotivo desta terra que passa a integrar o rol de membro ilustres da história deste lugar.

Sem dúvida, manifestou, igualmente a Prefeita de Brasilândia, Márcia Regina do Amaral Schio, hoje vivemos um daqueles momentos que marcam a história da nossa cidade. Um momento em que reconhecemos, com o coração cheio de gratidão, alguém que sempre olha para Brasilândia, como quem olha para aquilo que realmente importa: as pessoas.

Dono de uma trajetória exitosa que iniciou em 1990 quando ingressou na área da segurança pública com apenas 20 anos de idade ao prestar concurso para investigador de polícia, Pedro Arley Caravina, nasceu em 30 de junho de 1970, em Presidente Prudente/SP criando laços muito cedo com o Mato Grosso do Sul.

Filho de Miguel Antônio e Marina Boaro Caravina (in memoriam), é casado com Wanderleia Caravina, com quem tem duas filhas: Thais e Bruna. Depois de exercer o cargo de Delegado da Polícia Civil em Bataguassu/MS, onde consolidou seu trabalho junto à comunidade local, abraçou o apelo de seus habitantes lançando-se a um empreendimento maior.

Em 2012 foi eleito prefeito de Bataguassu e reeleito em 2016, cumprindo dois mandatos consecutivos. Sua atuação decisiva e de postura eloquente o fez presidir a Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul) por duas gestões, fortalecendo o municipalismo e a articulação entre as cidades sul-mato-grossenses.

No seu currículo de vida pública consta ter assumido, em 2021, o cargo de secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra), colaborando diretamente com o então secretário Eduardo Riedel na coordenação e execução de obras estruturantes em todo o Estado.

Deputado estadual eleito em 2022, pautou seu mandato no corpo a corpo das frequentes visitas que realizou a diversas cidades do interior onde pode ouvir de perto as necessidades de cada comunidade e buscar, através de seus projetos, soluções concretas para os desafios que lhe foram apresentados.

Mantendo um gabinete sempre de portas abertas, sempre garantiu os investimentos para as políticas públicas sempre na interlocução com os órgãos de governo do Estado e Federal. A sua lista de investimentos nos municípios é extensa e alcançou somente no ano de 2024, em 48 municípios a soma de 38 milhões.

Entre os municípios brindados, consta que Brasilândia recebeu neste período investimentos para o Hospital Municipal (recurso federal) na ordem de 500 mil; equipamento para a APAE, 50 mil, e veículo VAN para a AVCC, 281.336,00.

Membro titular de uma dezena de Comissões parlamentares, é um defensor do municipalismo que entende ser um instrumento para encurtar a distância entre os municípios e o Estado, contribuindo por meio de um mandato municipalista e receptivo as demandas individuais apresentadas pelos representantes do povo.

Para a prefeita de Brasilândia e a presidente da Câmara Municipal que o homenageou naquela noite, o sentimento era um só, partilhado pelo povo e as autoridades que ali se encontravam: Você estendeu a mão e mantém ela estendida todas as vezes que precisamos de seu apoio. Nos ouviu quando muitos não ouviram. Obrigado deputado Caravina. És um amigo. Alguém que caminha conosco, que faz  parte das conquistas, e que nos ajudou a conquistar e que compartilha das nossas esperanças. Brasilândia hoje lhe abraça porque o senhor sempre nos abraçou, concluiu a prefeita de Brasilândia sob o aplauso de todos. 

Brasilândia/MS, 11 de dezembro de 2025.

Autoridades citadas pelo cerimonial: Vereadores: Alexandre Rodrigues Carlos, Édson Pereira Costa, Joaquim Martos de Moraes, José Quintino de Souza, José Ricardo Martines Balbino, Juliane Aparecida da Silva Rodrigues, Sérgio de Lima Doo, Silvio Cézar Malta; Excelentíssimo Dr Aldrin de Oliveira Russi, Juiz da 41ª Comarca de Brasilândia; Excelentíssimo Dr Adriano Barroso da Silva, Promotor de Justiça do Município de Brasilândia; Excelentíssima Drª Sara Zam Segura Marçal, Defensora Pública do Município de Brasilândia; Secretários Municipais; Autoridades Eclesiástica; Autoridades policiais; Funcionários Públicos Municipais; Cidadãos e cidadãs de Brasilândia.

Fonte: Pronunciamento da Presidente da Câmara Municipal de Brasilândia, Maria Jovelina da Silva, e pronunciamento da Prefeita Municipal de Brasilândia, Márcia Regina do Amaral Schio. https://al.ms.gov.br/Deputados/Visualizar/3045

Foto: PMB/CMB, 08 de dezembro de 2025

sábado, 6 de dezembro de 2025

 

Encontro com o Deputado Geraldo Resende

Carlos Alberto dos Santos Dutra


 

 



Existem encontros que são gratificantes. No caso de audiências com parlamentares no campo da política, elas podem resultar no sucesso ou insucesso naquilo que se está pleiteando. Não foi o que aconteceu naquela manhã quando meus pés pisaram pela primeira vez no gabinete nº 304 da Câmara dos Deputados. 

As demandas apresentadas pela prefeita Márcia Regina do Amaral Schio àquele deputado, chegavam à Câmara Federal em Brasília-DF vindas da longínqua Brasilândia, no Mato Grosso do Sul, carregadas de esperança e a firme convicção de que seriam acolhidas. E realmente o foram. 

Antes, porém, impossível não descrever o contexto que aquele momento nos envolveu. Os assessores e técnicos que compunham o gabinete daquele parlamentar davam vigor e dinamismo àquele Anexo IV que, em meio a um contingente de profissionais e servidores equivalente, em número, à população da minúscula urbe de onde vínhamos, era contagiante. 

Prestimosas pela presteza com que recepcionaram a prefeita de Brasilândia, demonstraram aqueles servidores tratar-se a senhora que os visitava, de uma antiga amiga, cuja familiaridade com os corredores daquela Casa Legislativa era evidente. 

Ao adentrar o gabinete, lá estava o deputado federal estendendo a mão aos visitantes numa saudação cordial e com um sorriso discreto, mas sem disfarçar a surpresa diante da presença de um rosto não de todo desconhecido, mas que ainda não o tinha visto pelos corredores do Planalto Central. 

De fato, era a primeira vez que o secretário de Meio Ambiente e Turismo, de Brasilândia, fazia um tour pelos gabinetes, tanto do Senado como da Câmara e Ministérios, tendo o privilégio de ser apresentado por uma conhecida e aliada do deputado anfitrião. 

Cabelos grisalhos, barba cobrindo-lhe parte do rosto, não escondia o interesse no neófito visitante. Ao estender a mão, deitou o olhar sobre ele como se estivesse buscando na memória onde já o tinha visto. 

Depois de recepcionar a prefeita com um caloroso abraço de acolhida, disse olhando para este escrevinhador: 

-- O senhor é.... o Carlito.

-- Estou lembrando de você. Observou. 

As palavras de apresentação que se seguiram foram pronunciadas pela prefeita carregadas de satisfação por estar ali, falando também um pouco sobre a biografia do secretário, que é escritor e indigenista, e lhe acompanhava. Suas palavras ainda ecoavam na sala, quando o deputado mais uma vez voltou seu interesse ao novel visitante. 

Naquele momento era como se o parlamentar tivesse encontrado um velho e distante conhecido. E que sentia satisfação em relembrar, não estando ainda muito seguro ou encontrando um ponto de partida para iniciar o seu diálogo. 

Lembrou os idos tempos de sua militância, começando por Dourados até sua atuação mais recente como parlamentar, integrando diversas comissões e dedicando especial atenção à Saúde e a Educação, e também aos quilombolas e povos indígenas. 

Parecia ter encontrado ali o liame, ainda que tênue, que unia a atuação do parlamentar àquele visitante, ainda que por caminhos diversos, na busca de um mundo mais justo e solidário. 

-- O senhor foi... candidato a Governador, não é mesmo? Perguntou.

-- Corajoso. Brincou. 

Lembrou da luta do povo Ofaié e a ação desenvolvida por aquele, outrora indigenista, que naquele ato lhe visitava. 

Nesta altura do texto, o leitor desatento da foto inserida no frontispício desta crônica, poderá estar se perguntando de que deputado estamos falando? Pelas pautas e bandeiras deste parlamentar eleito pelo PSDB de Mato Grosso do Sul e que vive em Dourados/MS, onde construiu família e toda a sua trajetória política, não será difícil saber o seu nome. 

Nascido em Córrego Danta/MG, no dia 20 de abril de 1955, o nosso anfitrião é Geraldo Resende Pereira. Filho de Mario Batista Pereira (in memoriam) e Hermenegilda Resende Pereira. Ele veio para Dourados com sua família quando ainda era criança. Frequentou a Escola Presidente Vargas, conciliando estudo e trabalho como engraxate, vendedor de picolé e frutas, e prestador de serviços gráficos. Depois de concluir o antigo Científico mudou-se para Fortaleza, no Ceará.

Na capital cearense formou-se médico em 1982 na Universidade Federal do Ceará, tendo feito especialização em Ginecologia-Obstetrícia pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Rio Preto, extensão da USP, em 1988. Três anos depois, aos 36 anos de idade, decidiu concorrer a uma vaga na Câmara de Vereadores de Dourados/MS, elegendo-se vereador pelo PSDB em 1992, sendo reeleito em 1996.

Dois anos depois, em 1998, foi eleito Deputado Estadual pelo PPS, e no ano de 2000, atendendo um chamado do então governador José Orcírio Miranda dos Santos (Zeca do PT), assumiu o cargo de Secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul.

Em 2003, Geraldo foi eleito Deputado Federal, ocasião em que integrou a Frente Parlamentar da Saúde e ajudou aprovar a Emenda Constitucional n.º 29, que assegurou o financiamento mínimo para as ações e serviços públicos de saúde.

De 2015 a 2019, no seu retorno ao PSDB, após passagem pelo PMDB, ocupou cadeira na Câmara dos Deputados. Em 2019 no governo Reinaldo Azambuja, voltou a assumiu o cargo de Secretário de Estado de Saúde em Mato Grosso do Sul. 

No tempo presente, sua atuação no parlamento tem como bandeira de luta a Saúde e a Educação. Num rápido levantamento de suas proposições, discursos em plenário e participação em Comissões, só neste ano de 2025 os números de sua atuação são impressionantes: 381 propostas votadas em plenário; 22 discursos; participou de 144 reuniões como titular de Comissões como: 

Comissão Externa sobre Propostas para Análise do Enfrentamento da Tuberculose; Comissão Especial sobre Violência Obstétrica e Morte Materna; Comissão Especial sobre Prevenção e Combate ao Câncer, AVC e Doenças do Coração; Comissão de Saúde; Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa; Comissão Especial sobre Agentes de Saúde e de Combate às Endemias (PEC 014/21). 

Integrou ainda a Comissão Especial sobre a 1ª Infância Direitos Garantias Constitucionais (PEC 034/24); Comissão Especial sobre o Fundo Nacional da Igualdade Racial (PEC 027/24); Comissão Especial da Política Nacional para Pessoas com Autismo (PL 3080/20), entre outras. 

No campo dos recursos orçamentários e emendas parlamentares, neste ano de 2025, o Deputado Geraldo Resende aprovou no Orçamento da União para o Mato Grosso do Sul: estruturação de Unidades de Atenção Especializada em Saúde, valor autorizado de R$ 26 milhões; Transferências Especiais, valor autorizado de R$ 3,1 milhões; Promoção, Proteção e Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa, valor autorizado e empenhado: R$ 3 milhões, entre outras tantas emendas. 

Só quem convive com este cidadão no dia a dia e observa o semblante deste parlamentar cujo temperamento humano é o reflexo de sua luta, é que poderá entender o quanto significa trilhar os dificultosos meandros e escaninhos da Câmara Federal e Congresso para fazer suas vitórias chegar até os braços do povo. 

À primeira vista, este operário das leis pode transparecer uma imagem taciturna de obstinada justeza e precisão nas ações que desenvolve, exigindo dos demais à sua volta semelhante tratamento em relação a seus eleitores e às demandas que lhe são apresentadas. 

Mas, no íntimo ele guarda a práxis de um ser humano consciente e combatente das causas impossíveis, o que me faz lembrar do poeta Jean Cocteau que disse: Não sabendo que era impossível, foi lá e fez. Ou seja, por baixo de uma metafórica capa cinza que lhe colocaram sobre os ombros, revela-se um homem translucido, simples e direto, dedicado à causa do povo. 

Para além das siglas partidária, pareceu-me ter ele sempre honrado o mandato que lhe foi confiado ao longo do tempo, o que o permite dormir em paz e com a consciência tranquila. 

Ao final da audiência, depois de garantir ao povo de Brasilândia os recursos pleiteados pela prefeita, para revitalização de três unidades de saúde, com reparos e pintura, o deputado autografa o livro de sua lavra 20 anos UFGD, onde narra a história da criação da UFGD que não foi um acontecimento isolado, mas o resultado de um sonho compartilhado por professores, estudantes, gestores, lideranças políticas e sociedade, com a participação direta deste parlamentar. 

Ao me entregar um exemplar deste livro, declina de próprio punho sobre a folha de rosto uma singela dedicatória: --Ao Carlito, para que os sonhos  do passado sejam sua realidade no presente. 

Na despedida saímos dali com a certeza de ter encontrado naquele lugar, para além das disputas partidárias que cismam e dividem os interesses e sonhos do povo,  um cidadão, um operário da causa do bem comum...   

Brasilândia/MS, 05 de dezembro de 2025.

Foto: Alessandro Zioti, Brasília/DF, 05/nov.2025

Fonte: https://www.facebook.com/share/v/19igJJHAzT/?mibextid=wwXIfr

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domingo, 30 de novembro de 2025

 

Salve Nossa Senhora das Graças.












27 de novembro

Dia de Nossa Senhora das Graças

Hoje o povo lhe abraça

Ó pura Virgem Maria

Lembremos daquele dia

Catarina Laboré

Aparição pela fé

Noviça tão prestimosa

Com a medalha milagrosa

Entregou seu coração

Símbolo da devoção

Das Irmãs da Caridade

Capela da irmandade

Do humilde São Vicente

De Paulo, com sua luz

Tão pobre como Jesus

Graças a Nossa Senhora

Mãe para todas as horas

Medianeira intercessora

Nossa Santa Redentora

Pois hoje nós vos saudamos

Aos céus por ti clamamos

Mostrando o nosso carinho

Ainda somos ribeirinhos

Navegando pelo rio

Com a vida por um fio

Senhora de todas as Graças

Proteja-nos da desgraça

Infortúnio e o pecado

Permaneça ao nosso lado

Ainda somos oleiros

Aprendiz de marinheiros

Pelos mares desta vida

Nos dê paz, nos dê guarida

Livre-nos da dor e tristeza

Onde quer que tu estejas

Olhe por nós todo o dia

Em troca, com alegria

Prometemos de Ti lembrar

E uma rosa depositar

Junto ao teu Filho agora

Confessar-te sem demora

Contigo queremos estar. 

Salve Nossa Senhora das Graças.

Para a comunidade da Capela Nossa Senhora das Graças do Reassentamento Novo Porto João André. Diác. Carlito Dutra,  27/11/2025