Ser um discípulo bom e fiel. Até que o Rei retorne.
Carlos Alberto dos Santos Dutra
Quarta-feira, dia 20 de novembro e a Igreja Católica celebra a 33ª Semana do Tempo Comum com as leituras que brotam do Apocalipse de João (Ap 4,1-11) e do Evangelho de Lucas (Lc 19,11-28).
O primeiro, nos fala através dos símbolos do Antigo Testamento chamando atenção para Aquele que haverá de sentar-se no trono da glória, o Criador a quem todos devem adorar.
E o segundo, descreve, na parábola do rei recusado, o perfil e exemplo do servo bom e fiel que cumpre a vontade do Mestre.
As leituras que nos inspiram neste dia podem ser entendidas a partir de uma pergunta: Que devemos fazer para dar bons frutos de tudo aquilo que Deus nos dá?
Para dar bons frutos, primeiro, é preciso saber e reconhecer o que e quanto Deus nos dá. Qual é a matéria prima que é colocada nas nossas mãos.
É preciso inicialmente que tenhamos consciência dos dons e talentos que Deus nos dá, para, então, fazê-los frutificar. E isso só será alcançado numa atitude de humildade e fé.
Os dons distribuídos por Deus são infinitos e manifestam-se sob a luz e o poder do Espírito Santo, que sopra onde quer. Só assim podem ser entendidos.
São bênçãos e graças recebidas. A saúde, o emprego, a família, a comunidade, as amizades. Todas as circunstâncias e oportunidades que Deus nos dá a cada instante.
Mas, diante desta diversidade de dons e talentos que recebemos todos os dias, desde o amanhecer, temos agido com responsabilidade? O que estamos fazendo para cumprir aquilo que Deus nos instruiu a fazer?
Na nossa vida, qual tem sido a nossa prioridade? Multiplicamos
o que recebemos de Deus? Ou nos acomodamos e negligenciamos nos nossos deveres,
tal qual o servo mau do Evangelho que não multiplicou o talento recebido.
Quando celebramos diante do Senhor, queremos ser chamados de servo bom e fiel. Por isso estendemos os braços e rogamos o seu perdão, sua força do alto para que nosso coração seja habitado pela bondade, a fidelidade e a obediência a Deus.
Isso porque a bondade se manifesta na disponibilidade de fazer o bem e de ser grato a Deus pela vida e pelos dons que recebemos retribuindo-os em gestos de acolhida, caridade e respeito para com o próximo.
Cada um de nós recebeu talentos naturais e espirituais que deverão render frutos e multiplicar-se até a chegada do Reino de Deus. Porém, antes dessa chegada final do Reino, haverá um intervalo, como a longa viagem do patrão, da parábola.
E até que Ele volte, os servos devem cumprir suas tarefas e obrigações, esperando para lhes recompensar a fidelidade. Nesta parábola, Jesus nos convida a vencer toda a forma de medo e a alimentar total confiança em Deus.
Que o nosso relacionamento com Deus não seja por
interesses pessoais, mas por amor dedicado e fiel Àquele que é digno de receber a
glória, a honra e o poder, porque tu criaste todas as coisas (Ap 4,11a). Assim seja.
Brasilândia/MS, 20 de novembro de 2024. Dia Nacional da Consciência Negra.
Fonte: 33ª Semana do Tempo Comum, Deus Conosco Dia a Dia, Ano 23, nº 275, Ano Litúrgico B, 20 de novembro de 2024; Pe. Edson Oliveira, Liturgia Diária, Canção Nova. 20.Nov.2024; Liturgia - Dehonianos
Imagem: Capela São
Francisco de Assis, Ponta Grossa-PR (5) Facebook
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