terça-feira, 1 de outubro de 2019
Homenagem às Personalidades de Brasilândia.
quarta-feira, 4 de setembro de 2019
Jesus Hernandez Martin há 9 anos partia
quarta-feira, 31 de julho de 2019
A Suinocultura e os Licenciamentos Ambientais
No caso específico dos licenciamentos ambientais, sobretudo dos projetos de suinocultura, atividade que há vinte anos vem fomentando a economia de Brasilândia, em regime de parceria e consórcio com os produtores rurais, cabe aqui um dedinho de prosa e atenção sobre este assunto intocado.
quarta-feira, 1 de maio de 2019
Perder amigos, todos nós sentimos. Agora perder amigos
especiais, a dor é sempre maior.
É assim que nos sentimos em relação a dona Zilda (Ezilda)
que há dois anos nos deixou.
Não, não sou da família e sequer amigo íntimo. Mas era como se fosse.
Uma rápida olhada pelas ruas, na paróquia, e lá estava aquela senhora regendo a orquestra daquela grande família.
E isso nos faz pensar.
Passando pelos revezes da vida, ela sempre se apresentou
disposta e de bem com o rumo da graça que Deus lhe deu.
Sempre vencendo as dificuldades inerentes da natureza
humana e familiar com otimismo e fé.
E ainda encontrava tempo para inspirar a todos, apontando com um sorriso no rosto, o norte que todos esperavam.
Mas o que mais chamava a atenção, e alguns até nem sabiam, o
quanto ela dedicava-se aos pobres.
Houve um tempo em que ela fornecia uma tradicional e suculenta sopa de legumes na
praça, juntamente com outras senhoras, zelando pela caridade aos desvalidos.
Dedicada à sua família, também arranjava tempo para dedicar-se às famílias daqueles que não tinha com quem contar.
Isso a diferenciava das demais pessoas comuns de nossa
cidade.
E andava com elegância e jovialidade; alegria e simplicidade.
Exemplo e orgulho
para toda sua família, diga-se numerosa, de nossa cidade, ligada pelos laços de sangue e de
afeto, carinho e respeito, que a cidade aprendeu nutrir por ela.
Até mesmo aqueles que pouco a conheciam, ainda que de passagem, podem se sentir felizes por tê-la visto pelo menos uma vez.
Por essa razão, todos temos razões de sobra para externar nossos sentimentos a seus familiares que viram partir a sua matriarca.
Mulher que
soube tornar a vida mais leve a partir de seus passos lentos, porém decididos, no rumo do amor e da felicidade.
Os dias passam e a amiga Ezilda de Souza, com certeza, descansa em paz. Que os céus brindem a sua chegada com a acolhida fraterna dos manos Amélia, Tunicão, Helena, Onofre e outros que te saúdam, pois tu fizestes por merecer.
Nossa saudade e sentimentos eternos a seus familiares e amigos.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2019
Que disparidade salarial é essa?
quarta-feira, 19 de dezembro de 2018
Todos contra a Dengue.
Lá o médico suspeita de Dengue e, após a prescrição do medicamento e recomendar repouso, notifica o caso à Vigilância Epidemiológica.
Na maioria das vezes o paciente encontra sempre uma desculpa para não ir ao laboratório, para colher material e obter o diagnóstico e comprovação da doença. Só para ter uma ideia, somente 20% dos casos notificados procuram o laboratório para coletar sangue para envio ao Laboratório Central-LACEN, de Campo Grande/MS, e assim obter a confirmação da doença.
O número de casos notificados para a Dengue na vizinha Três Lagoas/MS, cuja marca atingiu na última semana mais de duas mil pessoas, também chegou ao nosso município.
Terrenos baldios sujos e abandonados por seus donos, descuido na limpeza dos quintais, galerias pluviais entupidas, lançamento de esgoto clandestino, impacto do desmatamento, e tantas agressões cometidas pelo cidadão no dia a dia, tudo se transforma no banquete para o vetor da Dengue, animais peçonhentos e demais transmissores de doenças.
Mesmo assim, sob risco constante, a população, a grande maioria preocupada com a incolumidade pública, tem de conviver com a má-educação e o desrespeito de alguns para com a coletividade.
Pelo descuido de alguns, a doença pune a todos. E causa dor, sofrimento e morte a quem amamos.
Uma lição de educação tão simples... Mas como é difícil colocá-la em prática...
Mutirão que precisa avançar, na prática e no imaginário de todos nós: Com a pá carregadeira e patrola, caçamba e enxada, cavando fundo na consciência de todos nós...
Combater o mosquito é um dever de todos! E procurar o médico ao menor sintoma também!
domingo, 2 de dezembro de 2018
A Educação sobre rodas: Motorista Professor.
Corria o ano de 1996 e a Educação garantida aos filhos de Brasilândia neste tempo que hoje é só lembrança, acontecia pelos desvãos das empoeiradas estradas que ligavam o campo à cidade e nele o progresso que aos poucos a todos foi alcançando.
No distrito Debrasa, sacolejando lá vai um ônibus mercedes-benz de cor bege arrebanhando alunos, entre porteiras e cercas, gado e seriemas, adentrando o coração das fazendas que vão surgindo entre ipês, pequis e carandás.
Fátima, Jesuíta, Córrego Azul, Modelo, Miracema e arredores da Debrasa uma a uma vão acolhendo o frescor da juventude e inocência pelas mãos dos motoristas até chegar à Escola para beber do saber e o desafio do amanhã.
Heráclito Luiz da Silva era o professor da estrada. Assim como outros, na pessoa de Alessandro Gonçalves da Cruz e seu mercedes-benz de cor verde, ou os proprietários das famosas peruas Kombi encarregadas de transportar docente e discente por caminhos nativos, do conhecimento de muitos, em especial dos alunos que por lá trilharam essa educação sobre rodas.
E lá estão, muito cedo, aquelas meninas brancas, de rodas, céleres, cortando o município rumo ao Porto João André, fazendas Modelo, Córrego Azul, Antares, Boa Esperança e Vista Alegre, pelas mãos prestativas do Sr. Auri Vieira dos Santos recolhendo o bem mais precioso -- os filhos --, de pais que fitam de longe, vê-los transformados em cidadãos de bem.
Enquanto isso, esses pupilos aguardam, pacientes, junto à porteira ou sob uma árvore, protegendo-se do frio ou do sol, que nasce muito cedo para os que precisam vencer distâncias no tempo da discórdia e na história das injustiças.
Nos trajetos mais longínquos, o dia parece noite e a linha da Fazenda Pontal, feito pela Kombi do Sr. Jesumiro Olimpio de Lima, ou a linha da Barra Bonita, realizada pela Kombi de propriedade da Srª Silvana Alves, é trajeto seguro para o aluno aplicado mesmo que retorne sonolento e cansado para os braços da família.
Alunos e pais permanecem olhando para o amanhã, entre o cerrado e a estrada, enquanto o veículo se esconde no bambusal do caminho. Sentem conforto e confiança em saber que há um futuro para seus pequenos e frágeis tesouros.
Quanto aos professores, que também viajam no itinerário deste aprendizado, por dever e cotidiano de luta, sonham em ver aqueles rebentos, que também são seus, formados, colocados no mundo das realizações e das oportunidades que todos desejam.
O amanhã logo chegará. Mais uma parada, mais uma porteira a ser aberta, mais um viagem cumprida, rompendo o silêncio, mesmo que o gado estoure e o vento balance com força o junco da cana que a cada ano parece mais viçosa. E lá vai ficando para trás as fazendas Jatiúca, Pioneira, Gameleira, Santana e tantas outras...
Um pouco mais adiante, e o pipilar estudantil chega à escola da Fazenda Araponga. Ah, que saudade. O veículo-escola do Sr. Alcides Raimundo abre a porta e os sonhos, a passos largos, saem todos correndo, enquanto uma brisa de esperança e futuro dá sinal de querer entrar.
É fim de aula, é fim de um ciclo. Um novo amanhã que chega. Os motoristas do transporte escolar, que foram e muitos deles ainda permanecem, eles continuam sua missão. Vinte e dois anos se passaram. Mas a lembrança dos mestres da estrada permanecem. Obrigado motorista-professor... Parece que foi ontem.





