No caso específico dos licenciamentos ambientais, sobretudo dos projetos de suinocultura, atividade que há vinte anos vem fomentando a economia de Brasilândia, em regime de parceria e consórcio com os produtores rurais, cabe aqui um dedinho de prosa e atenção sobre este assunto intocado.
quarta-feira, 31 de julho de 2019
A Suinocultura e os Licenciamentos Ambientais
No caso específico dos licenciamentos ambientais, sobretudo dos projetos de suinocultura, atividade que há vinte anos vem fomentando a economia de Brasilândia, em regime de parceria e consórcio com os produtores rurais, cabe aqui um dedinho de prosa e atenção sobre este assunto intocado.
quarta-feira, 1 de maio de 2019
Perder amigos, todos nós sentimos. Agora perder amigos
especiais, a dor é sempre maior.
É assim que nos sentimos em relação a dona Zilda (Ezilda)
que há dois anos nos deixou.
Não, não sou da família e sequer amigo íntimo. Mas era como se fosse.
Uma rápida olhada pelas ruas, na paróquia, e lá estava aquela senhora regendo a orquestra daquela grande família.
E isso nos faz pensar.
Passando pelos revezes da vida, ela sempre se apresentou
disposta e de bem com o rumo da graça que Deus lhe deu.
Sempre vencendo as dificuldades inerentes da natureza
humana e familiar com otimismo e fé.
E ainda encontrava tempo para inspirar a todos, apontando com um sorriso no rosto, o norte que todos esperavam.
Mas o que mais chamava a atenção, e alguns até nem sabiam, o
quanto ela dedicava-se aos pobres.
Houve um tempo em que ela fornecia uma tradicional e suculenta sopa de legumes na
praça, juntamente com outras senhoras, zelando pela caridade aos desvalidos.
Dedicada à sua família, também arranjava tempo para dedicar-se às famílias daqueles que não tinha com quem contar.
Isso a diferenciava das demais pessoas comuns de nossa
cidade.
E andava com elegância e jovialidade; alegria e simplicidade.
Exemplo e orgulho
para toda sua família, diga-se numerosa, de nossa cidade, ligada pelos laços de sangue e de
afeto, carinho e respeito, que a cidade aprendeu nutrir por ela.
Até mesmo aqueles que pouco a conheciam, ainda que de passagem, podem se sentir felizes por tê-la visto pelo menos uma vez.
Por essa razão, todos temos razões de sobra para externar nossos sentimentos a seus familiares que viram partir a sua matriarca.
Mulher que
soube tornar a vida mais leve a partir de seus passos lentos, porém decididos, no rumo do amor e da felicidade.
Os dias passam e a amiga Ezilda de Souza, com certeza, descansa em paz. Que os céus brindem a sua chegada com a acolhida fraterna dos manos Amélia, Tunicão, Helena, Onofre e outros que te saúdam, pois tu fizestes por merecer.
Nossa saudade e sentimentos eternos a seus familiares e amigos.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2019
Que disparidade salarial é essa?
quarta-feira, 19 de dezembro de 2018
Todos contra a Dengue.
Lá o médico suspeita de Dengue e, após a prescrição do medicamento e recomendar repouso, notifica o caso à Vigilância Epidemiológica.
Na maioria das vezes o paciente encontra sempre uma desculpa para não ir ao laboratório, para colher material e obter o diagnóstico e comprovação da doença. Só para ter uma ideia, somente 20% dos casos notificados procuram o laboratório para coletar sangue para envio ao Laboratório Central-LACEN, de Campo Grande/MS, e assim obter a confirmação da doença.
O número de casos notificados para a Dengue na vizinha Três Lagoas/MS, cuja marca atingiu na última semana mais de duas mil pessoas, também chegou ao nosso município.
Terrenos baldios sujos e abandonados por seus donos, descuido na limpeza dos quintais, galerias pluviais entupidas, lançamento de esgoto clandestino, impacto do desmatamento, e tantas agressões cometidas pelo cidadão no dia a dia, tudo se transforma no banquete para o vetor da Dengue, animais peçonhentos e demais transmissores de doenças.
Mesmo assim, sob risco constante, a população, a grande maioria preocupada com a incolumidade pública, tem de conviver com a má-educação e o desrespeito de alguns para com a coletividade.
Pelo descuido de alguns, a doença pune a todos. E causa dor, sofrimento e morte a quem amamos.
Uma lição de educação tão simples... Mas como é difícil colocá-la em prática...
Mutirão que precisa avançar, na prática e no imaginário de todos nós: Com a pá carregadeira e patrola, caçamba e enxada, cavando fundo na consciência de todos nós...
Combater o mosquito é um dever de todos! E procurar o médico ao menor sintoma também!
domingo, 2 de dezembro de 2018
A Educação sobre rodas: Motorista Professor.
Corria o ano de 1996 e a Educação garantida aos filhos de Brasilândia neste tempo que hoje é só lembrança, acontecia pelos desvãos das empoeiradas estradas que ligavam o campo à cidade e nele o progresso que aos poucos a todos foi alcançando.
No distrito Debrasa, sacolejando lá vai um ônibus mercedes-benz de cor bege arrebanhando alunos, entre porteiras e cercas, gado e seriemas, adentrando o coração das fazendas que vão surgindo entre ipês, pequis e carandás.
Fátima, Jesuíta, Córrego Azul, Modelo, Miracema e arredores da Debrasa uma a uma vão acolhendo o frescor da juventude e inocência pelas mãos dos motoristas até chegar à Escola para beber do saber e o desafio do amanhã.
Heráclito Luiz da Silva era o professor da estrada. Assim como outros, na pessoa de Alessandro Gonçalves da Cruz e seu mercedes-benz de cor verde, ou os proprietários das famosas peruas Kombi encarregadas de transportar docente e discente por caminhos nativos, do conhecimento de muitos, em especial dos alunos que por lá trilharam essa educação sobre rodas.
E lá estão, muito cedo, aquelas meninas brancas, de rodas, céleres, cortando o município rumo ao Porto João André, fazendas Modelo, Córrego Azul, Antares, Boa Esperança e Vista Alegre, pelas mãos prestativas do Sr. Auri Vieira dos Santos recolhendo o bem mais precioso -- os filhos --, de pais que fitam de longe, vê-los transformados em cidadãos de bem.
Enquanto isso, esses pupilos aguardam, pacientes, junto à porteira ou sob uma árvore, protegendo-se do frio ou do sol, que nasce muito cedo para os que precisam vencer distâncias no tempo da discórdia e na história das injustiças.
Nos trajetos mais longínquos, o dia parece noite e a linha da Fazenda Pontal, feito pela Kombi do Sr. Jesumiro Olimpio de Lima, ou a linha da Barra Bonita, realizada pela Kombi de propriedade da Srª Silvana Alves, é trajeto seguro para o aluno aplicado mesmo que retorne sonolento e cansado para os braços da família.
Alunos e pais permanecem olhando para o amanhã, entre o cerrado e a estrada, enquanto o veículo se esconde no bambusal do caminho. Sentem conforto e confiança em saber que há um futuro para seus pequenos e frágeis tesouros.
Quanto aos professores, que também viajam no itinerário deste aprendizado, por dever e cotidiano de luta, sonham em ver aqueles rebentos, que também são seus, formados, colocados no mundo das realizações e das oportunidades que todos desejam.
O amanhã logo chegará. Mais uma parada, mais uma porteira a ser aberta, mais um viagem cumprida, rompendo o silêncio, mesmo que o gado estoure e o vento balance com força o junco da cana que a cada ano parece mais viçosa. E lá vai ficando para trás as fazendas Jatiúca, Pioneira, Gameleira, Santana e tantas outras...
Um pouco mais adiante, e o pipilar estudantil chega à escola da Fazenda Araponga. Ah, que saudade. O veículo-escola do Sr. Alcides Raimundo abre a porta e os sonhos, a passos largos, saem todos correndo, enquanto uma brisa de esperança e futuro dá sinal de querer entrar.
É fim de aula, é fim de um ciclo. Um novo amanhã que chega. Os motoristas do transporte escolar, que foram e muitos deles ainda permanecem, eles continuam sua missão. Vinte e dois anos se passaram. Mas a lembrança dos mestres da estrada permanecem. Obrigado motorista-professor... Parece que foi ontem.
quarta-feira, 28 de novembro de 2018
Indulto de Natal e crime de lesa-pátria
Carlos Alberto dos Santos Dutra.
segunda-feira, 26 de novembro de 2018
A intelligentsia do futuro e a Educação
Todos sabem que pelo nível da Educação se pode avaliar o grau de desenvolvimento de uma cidade ou de um país. As mães geralmente sabem muito bem disso.
É o caso daquela dona de casa que todas as manhãs, muito cedo, preparava o leite quente dos filhos, cuidava do remendo na roupa do caçula e da lancheira de sua princesinha de olhos escuros que sonhava ser veterinária. No rigor daquele inverno, lá ia o casal de filhos para a Escola do bairro, todos confiantes de que o amanhã estava logo ali, muito seguro, na sua frente.
A mãe põe a mão espalmada sobre os olhos e acompanha ao longe os filhos que aos poucos vão sumindo no declínio da rua formada de pedriscos que brilhavam ao encontro com o sol. Entra em casa, pensa no marido que saiu cedo para o trabalho e logo se põe na limpeza dos quartos e da cozinha. Pensa no cardápio que irá preparar para o almoço, pois a família, ao meio dia, estará toda reunida ao redor da mesa, faminta, como de costume.
Aquela senhora tinha orgulho de seu pequeno mundo, de seu pequeno tesouro. Maior orgulho ainda sentia do casal de filhos que Deus lhe dera, pois eram obedientes, estudiosos e amorosos. Sempre agradecia aos céus por isso, porque eles gostavam de estudar, chegando a passar a maior a parte do tempo às voltas com suas tarefas escolares. O que resultava em muito pouco tempo para fazerem alguma tarefa ajudando a mãe e o pai na lida doméstica.
O casal achava que aquilo era o mais importante: ver os filhos estudando, estudando, estudando, até se formarem. Obterem um diploma, uma profissão na vida, e poderem, assim, conquistar um emprego. Depois, casar e construir uma família, dando continuidade ao ciclo da vida, como seus pais e seus avós, assim por diante. Depois viriam os netos, os bisnetos, e a felicidade estaria completa.
A Educação era o único bem que aquela família modesta possuía e que pretendia deixar para os filhos. Era a maior herança que os filhos desfrutariam para sempre. A Educação, neste universo, começava em casa e se aperfeiçoava na Escola. Escola maravilhosa que fazia seus filhos crescerem cada vez mais, em estatura e em conhecimento, em valores e em sabedoria. Mesmo que a tigela da merenda fosse uma simples sopa de legumes, a harmonia que ali reinava, entre professores e alunos, tudo contribuía para o desenvolvimento integral daquelas pequenas criaturas, sementes para o amanhã.
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Esse modelo de família que ainda vive no imaginário de tantos pais e mães, avôs e avós, infelizmente, não existe mais. O tempo que se chama hoje pauta suas metas em horizontes bem mais pragmáticos. Vive-se o aqui e agora, sob o império da economia e do consumo. E esse tempo corre por demais célere, exigente, sobrando raros espaços para o diálogo e a convivência. Famílias, onde os filhos, mesmo que voltassem mais cedo para casa, não encontrariam os pais a sua disposição, pois ambos ainda se encontram no trabalho, na dupla ou tripla jornada, que exige esforço redobrado para manter uma família de pé.
Da mesma sorte a Educação padece do mesmo desafio. Acompanhar o progresso tecnológico e a pluralidade dos reclamos sociais e morais que são trazidos para as salas de aulas desde o centro de educação infantil, ensino fundamental e médio, até à universidade. Avanço que exige, sem dúvida, revisão nas pedagogias escolares no rumo de uma educação integral e libertadora. Mesmo que isso tenha sobrecarregado ainda mais a árdua tarefa desses verdadeiros heróis anônimos: os professores.
Pensando no futuro, mas com os pés muito firmes no presente, lá estão esses mestres ministrando os elementos básicos para a vida de tantos aluninhos, no desafio de uma sala de aula superlotada, entre celulares e ipod, puxões de cabelo e disputas entre colegas. Lá estão esses professores, de volta às suas casas, não preparando o leite quente de seus filhos ou dando-lhes maior tempo e atenção às suas tarefas escolares. Lá está aquela professora que também é mãe, preparando suas aulas, suas provas e diários cheios de detalhes chatos e exigências tolas. Tudo por amor à profissão que abraçaram. Isso para não falar dos baixos salários e pisos de uma categoria que deveria ser mais bem respeitada por governos e parlamentares.
Pode interessar a alguns políticos que haja sempre um número significativo de analfabetos, pois afinal, não é de hoje que a Educação vem sendo usada como cabo eleitoral em campanhas políticas. Mas o futuro da Educação, deve-se reconhecer, aponta para um outro rumo, o do progresso. Rumo distante daqueles que desejam ver a Educação amordaçada e refém dos problemas sociais – muitos deles criados pela própria ineficiência do Estado. O rumo da Educação agora segue os passos do desenvolvimento integral e sustentável. Palavrinhas novas, mas que têm o poder de revolucionar o mundo. O rumo da pluralidade e da diversidade, do relativismo cultural e o da não violência.
O futuro da Educação já está traçado nestes tempos de pós-modernidade. Quem não se atualizar está fora do círculo das grandes realizações. Com o apoio das novas tecnologias a Educação deu um salto de qualidade, instrumentalizando o saber que agora está ao alcance da tela de LED de qualquer tablet. O que separava, em horas a distância entre dois mundos, hoje o google e o GPS trazem de graça, em poucos segundos, para dentro da sala de aula. O saber universalizou-se e a Escola não é mais a detentora de todo o saber. Ela apenas lida com esse saber em constante mudança sob o prisma de novos olhares e interpretações, provocando a intelligentsia nos alunos.
O progresso de uma cidade ou de uma nação, portanto depende da Educação. Ela é a base de sua cultura e de suas potencialidades. Somente com uma educação de qualidade é que a população de uma cidade como Brasilândia poderá ter esperança no futuro pautada no presente. Por isso precisamos estudar, estudar, estudar. E valorizar a nossa Escola. Para poder entender e enfrentar as transformações radicais que acontecem a nossa volta. Precisamos opinar sobre isso, dizendo o que pensamos, educadamente.
Aquele espaço chamado Escola continuará existindo como o lugar que receberá nossos pequenos e grandes tesouros, nossos filhos queridos e que esperamos sejam o orgulho de seus pais e de seu País. Espaço cada vez mais equipado e qualificado, onde o profissionalismo de seu corpo docente saberá como enfrentar eficazmente a complexidade dos temas vividos por seus educando. Por conseguinte a Educação, como política pública, haverá de ampliar seus horizontes e repensar que tipo de homens e mulheres ela está ajudando a construir. Educação com mais responsabilidade e menos preconceito, para um mundo com menos violência e mais sabedoria.






