Cinco anos de luz: Rita Nogueira de Souza, a simpatia
que floresce no céu.
É difícil falar de um sorriso vibrante em um momento
de silêncio. Como traduzir em palavras a falta que faz aquela alegria que não
apenas contagiava, mas que completava o que faltava em cada um dos que a
cercavam?
Dona Rita
possuía a rara vocação para a felicidade; mesmo nos dias de cansaço ou dor, a
vida teimava em brilhar no seu olhar, nos seus gestos e naquele sorriso que era
o seu maior cartão de visitas.
Sua coragem inspirava. Ela não apenas viveu; ela fez a vida acontecer ao seu redor. Mulher de fibra, de passos firmes e alma iluminada, Dona Rita transformava o caminho de quem cruzasse com ela.
Antes que
o destino impusesse distâncias, vê-la caminhar pela rua era ver a própria paz
em movimento. Havia nela uma simplicidade tão nobre que, mesmo os estranhos,
sentiam vontade de seguir seus passos, só para ficar um pouco mais perto
daquela luz.
E isso não era por acaso. Era fruto do amor
plantado no seio de sua família. Mãe, avó, bisavó — a joia preciosa que regia a
orquestra de um lar cheio de vida. Seus filhos, hoje homens e mulheres
admiráveis, são o espelho de sua alma: herdaram dela o olhar franco, a vontade
de vencer e a capacidade de sorrir para o sol, mesmo em meio às tempestades.
Hoje, entre o aperto da saudade e o soluço da dor, passados cinco anos de sua partida, sua família recorda a "professora da
vida" que sempre foi. A mulher que superou abismos com humildade e
transformou obstáculos em estradas.
Dona Rita, todos imaginam que agora a senhora sorri entre anjos, revendo amigos e descansando nos braços de Deus.
Daí do alto, a
senhora contempla o rosto de cada um dos seus nove rebentos que tanto
embalou: Manoel, Joana, Rozalina, Jorge, Ermelinda, Jaciro, Jaira, Luciane
e Jairo. Eles, por aqui, deixam as lágrimas de gratidão correrem, lembrando do
abraço apertado da mestra que lhes ensinou a ter esperança no futuro.
A senhora não foi apenas uma mãe zelosa; foi o porto
seguro de gerações. Suas mãos, que tantas vezes repousaram sobre netos e
bisnetos, não eram apenas mãos, eram bênçãos que acalmavam o mundo.
Nascida em um 16 de março de 1941, Dona Rita decidiu
que sua próxima festa seria na eternidade. Atendeu ao chamado de Deus, deixando
em cada canto da casa onde viveu o eco de seus passos e o calor de seu
acolhimento. Seu espírito permanece vivo em cada batida do coração de cada um
de seus rebentos.
Descanse em paz, eterna Rita Nogueira de Souza. Seu vigor e simpatia agora são estrelas brilhantes no céu de seus filhos e netos.
Brasilândia/MS, 22 de março de 2026
Fonte: https://carlitodutra.blogspot.com/2021/03/rita-nogueira-de-souza-mae-em-simpatia.html

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