Mariângela
Castilho Leôncio Ferrari: Um brilho que se eternizou no amor
Por Carlos Alberto
dos Santos Dutra
Dizer adeus é um
ato cotidiano, mas despedir-se de uma alma que se fundiu à nossa é tocar o
infinito. Só compreendemos a profundidade desse laço quando o silêncio ocupa o
lugar de quem amamos.
Muitos acenam com
as mãos e oferecem um pesar passageiro, pois o tempo insiste em correr. Mas
para aqueles que caminharam lado a lado, que embalaram sonhos em noites calmas
e dividiram a doçura e o peso de cada dia, esse adeus não é um gesto; é uma
saudade que floresce no peito.
Mesmo quem a viu
de longe sentia sua luz. Mariângela, que partiu há 5 anos, não precisava de
muitas palavras para encantar; sua presença era um abraço suave. Ela possuía
aquele sorriso que nasce na alma — um brilho moderado, mas capaz de iluminar os
dias mais cinzentos. Havia nela uma timidez graciosa, uma delicadeza que
revelava um espírito feito de luz e sensibilidade.
Seu olhar era uma
janela aberta, límpido e sem reservas. Eram luzeiros de verdade que guiavam
seus passos com uma elegância natural, deixando um rastro de êxito e simpatia
por onde passava — fosse no altar da igreja, nos corredores da escola ou no
calor do lar.
E como esquecer o
desenho de sua letra? No papel, sua caligrafia não era apenas escrita, era
poesia em movimento. Traços minuciosos que deslizavam como uma dança sobre
linhas multicoloridas, despertando em todos o desejo de traduzir o mundo com a
mesma beleza que ela possuía.
Mulher de virtudes
raras, Mariângela transformou o dever em caridade e o cotidiano em arte. Como
profissional, cidadã e mãe, ela foi o reflexo do amor cristão, elevando cada
criança e jovem à dignidade de um filho de Deus. Brasilândia teve o privilégio
de ser o palco onde essa mulher inspiradora escolheu brilhar.
Ao atender o
chamado do Alto para iluminar novas esferas de puro Amor — pouco antes de
completar suas 45 primaveras —, lançou uma sombra de saudade no coração de sua
mãe, irmãos, esposo e filhos. Mas é uma sombra banhada pela esperança da
Ressurreição.
Mariângela não
partiu; ela se expandiu. Vive, hoje sabemos, na Glória eterna e permanece, para
sempre, viva na memória do coração, onde o amor não conhece despedidas.
Brasilândia/MS, 06
de abril de 2026.
Fonte: https://carlitodutra.blogspot.com/2021/04/mariangela-castilho-leoncio-ferrari.html

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