segunda-feira, 6 de abril de 2026

 

Mariângela Castilho Leôncio Ferrari: Um brilho que se eternizou no amor

Por Carlos Alberto dos Santos Dutra


 

Dizer adeus é um ato cotidiano, mas despedir-se de uma alma que se fundiu à nossa é tocar o infinito. Só compreendemos a profundidade desse laço quando o silêncio ocupa o lugar de quem amamos.

Muitos acenam com as mãos e oferecem um pesar passageiro, pois o tempo insiste em correr. Mas para aqueles que caminharam lado a lado, que embalaram sonhos em noites calmas e dividiram a doçura e o peso de cada dia, esse adeus não é um gesto; é uma saudade que floresce no peito.

Mesmo quem a viu de longe sentia sua luz. Mariângela, que partiu há 5 anos, não precisava de muitas palavras para encantar; sua presença era um abraço suave. Ela possuía aquele sorriso que nasce na alma — um brilho moderado, mas capaz de iluminar os dias mais cinzentos. Havia nela uma timidez graciosa, uma delicadeza que revelava um espírito feito de luz e sensibilidade.

Seu olhar era uma janela aberta, límpido e sem reservas. Eram luzeiros de verdade que guiavam seus passos com uma elegância natural, deixando um rastro de êxito e simpatia por onde passava — fosse no altar da igreja, nos corredores da escola ou no calor do lar.

E como esquecer o desenho de sua letra? No papel, sua caligrafia não era apenas escrita, era poesia em movimento. Traços minuciosos que deslizavam como uma dança sobre linhas multicoloridas, despertando em todos o desejo de traduzir o mundo com a mesma beleza que ela possuía.

Mulher de virtudes raras, Mariângela transformou o dever em caridade e o cotidiano em arte. Como profissional, cidadã e mãe, ela foi o reflexo do amor cristão, elevando cada criança e jovem à dignidade de um filho de Deus. Brasilândia teve o privilégio de ser o palco onde essa mulher inspiradora escolheu brilhar.

Ao atender o chamado do Alto para iluminar novas esferas de puro Amor — pouco antes de completar suas 45 primaveras —, lançou uma sombra de saudade no coração de sua mãe, irmãos, esposo e filhos. Mas é uma sombra banhada pela esperança da Ressurreição.

Mariângela não partiu; ela se expandiu. Vive, hoje sabemos, na Glória eterna e permanece, para sempre, viva na memória do coração, onde o amor não conhece despedidas.

 

Brasilândia/MS, 06 de abril de 2026.

Fonte: https://carlitodutra.blogspot.com/2021/04/mariangela-castilho-leoncio-ferrari.html

 

 

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