Memorial de Luz e
Fé: Um Ano de Saudade e Esperança em Deus
Carlos Alberto dos
Santos Dutra
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No dia 21 de julho, André Paes de Oliveira completa 42 anos. Não está no nosso meio, mas nos braços de nosso Pai Celestial. Mas não é pelo fato dele não se encontrar mais conosco que vamos deixar de prestar-lhe nossas homenagens. Afinal, celebrar a vitória da vida sobre a morte e render graças a Deus por nos ter emprestado este anjo para viver entre nós, nos enche a todos de alegria e gratidão.
A Palavra de Deus
nos lembra que o justo, ainda que morra precocemente, encontrará
descanso (Sabedoria 4, 7). Pois bem, há pouco mais de um ano, no dia 7 de
maio de 2025, o solo da criação que o André tanto amava e cuidava foi o cenário
de sua última jornada entre nós. Para os olhos humanos, uma partida trágica;
para os olhos da fé, foi o momento em que o Bom Pastor recolheu sua ovelha mais
generosa.
André foi um homem
de altar e de terra. Católico fervoroso, ele não guardava a fé apenas nas
palavras, mas a traduzia em gestos concretos de caridade diária. O seu dízimo
devolvido com alegria, as doações espontâneas à Santa Casa de Misericórdia, o
carinho com que rezava o terço ao lado dos enfermos – tudo nele refletia a
graça do seu Batismo, a força do seu Crisma e a comunhão com o Cristo que ele
tanto amava.
Para os pais Geracina
e seu Eliazel, que enfrentam a dor mais profunda que um pai e uma mãe podem
carregar, o Senhor hoje diz: Não choreis como aqueles que não têm
esperança (1 Tes. 4:13). As lágrimas de despedida daquele último abraço em
novembro de 2024, ó mãe querida, se transformaram, no Céu, em um sorriso de
acolhida eterna. Vocês geraram um homem justo, um filho que deu orgulho e honra
à sua família, e essa missão foi plenamente cumprida.
Para você,
Valdereza, o André continua sendo o seu porto seguro, agora eterno. O amor que
nasceu na simplicidade da Chapada do Catingueiro não se desfez; ele se
transfigurou. Olhe para o pequeno Pedro Lucas e veja ali a promessa de Deus se
renovando. André vive no sorriso, nos olhos e no futuro do filho de vocês.
Para a irmã
Andréia, para os tios Wilson e Nilton, para o padrinho Carlito e para cada
amigo que conquistou, a vida do André deixa uma lição: a de que devemos
trabalhar a terra com paixão, amar a família com devoção e manter o coração
puro para quando o Senhor nos chamar.
Hoje, nossa oração
não é de desespero, mas de profunda gratidão. Entregamos novamente o nosso
André de volta ao relicário de Deus. Que Nossa Senhora, que também conheceu a
dor de ver seu Filho partir, acolha cada coração partido e enxugue todas as
lágrimas. Que a certeza da ressurreição acalme a nossa alma, até o dia em que,
na eternidade, nos reencontraremos com ele na grande colheita do Céu.
Feliz aniversário,
querido afilhado André. Descanse em paz.
Brasilândia/MS, 20 de julho de 2026.



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