segunda-feira, 20 de julho de 2026

 

Memorial de Luz e Fé: Um Ano de Saudade e Esperança em Deus

Carlos Alberto dos Santos Dutra




 



No dia 21 de julho, André Paes de Oliveira completa 42 anos. Não está no nosso meio, mas nos braços de nosso Pai Celestial. Mas não é pelo fato dele não se encontrar mais conosco que vamos deixar de prestar-lhe nossas homenagens. Afinal, celebrar a vitória da vida sobre a morte e render graças a Deus por nos ter emprestado este anjo para viver entre nós, nos enche a todos de alegria e gratidão.

A Palavra de Deus nos lembra que o justo, ainda que morra precocemente, encontrará descanso (Sabedoria 4, 7). Pois bem, há pouco mais de um ano, no dia 7 de maio de 2025, o solo da criação que o André tanto amava e cuidava foi o cenário de sua última jornada entre nós. Para os olhos humanos, uma partida trágica; para os olhos da fé, foi o momento em que o Bom Pastor recolheu sua ovelha mais generosa.

André foi um homem de altar e de terra. Católico fervoroso, ele não guardava a fé apenas nas palavras, mas a traduzia em gestos concretos de caridade diária. O seu dízimo devolvido com alegria, as doações espontâneas à Santa Casa de Misericórdia, o carinho com que rezava o terço ao lado dos enfermos – tudo nele refletia a graça do seu Batismo, a força do seu Crisma e a comunhão com o Cristo que ele tanto amava.

Para os pais Geracina e seu Eliazel, que enfrentam a dor mais profunda que um pai e uma mãe podem carregar, o Senhor hoje diz: Não choreis como aqueles que não têm esperança (1 Tes. 4:13). As lágrimas de despedida daquele último abraço em novembro de 2024, ó mãe querida, se transformaram, no Céu, em um sorriso de acolhida eterna. Vocês geraram um homem justo, um filho que deu orgulho e honra à sua família, e essa missão foi plenamente cumprida.

Para você, Valdereza, o André continua sendo o seu porto seguro, agora eterno. O amor que nasceu na simplicidade da Chapada do Catingueiro não se desfez; ele se transfigurou. Olhe para o pequeno Pedro Lucas e veja ali a promessa de Deus se renovando. André vive no sorriso, nos olhos e no futuro do filho de vocês.

Para a irmã Andréia, para os tios Wilson e Nilton, para o padrinho Carlito e para cada amigo que conquistou, a vida do André deixa uma lição: a de que devemos trabalhar a terra com paixão, amar a família com devoção e manter o coração puro para quando o Senhor nos chamar.

Hoje, nossa oração não é de desespero, mas de profunda gratidão. Entregamos novamente o nosso André de volta ao relicário de Deus. Que Nossa Senhora, que também conheceu a dor de ver seu Filho partir, acolha cada coração partido e enxugue todas as lágrimas. Que a certeza da ressurreição acalme a nossa alma, até o dia em que, na eternidade, nos reencontraremos com ele na grande colheita do Céu.

Feliz aniversário, querido afilhado André. Descanse em paz.

Brasilândia/MS, 20 de julho de 2026.




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